Caiu a cortina, mas Simone fica

Um esgotado Coliseu dos Recreios recebeu esta terça-feira o concerto de despedida de Simone de Oliveira. Nele, foi cantora e foi actriz, foi leitora dos seus poetas, foi intérprete oferecendo as suas canções aos que vieram depois. No final, naturalmente, a Desfolhada. Em dose dupla.

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Multiplicam-se as fotos de grupo nas cadeiras da plateia para imortalizar o momento, discutem-se concertos passados, tentando antecipar o que se seguiria. A plateia está cheia, os camarotes idem, tal como as bancadas. Lotação esgotada no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Dia histórico, dia de despedida, 65 anos depois. O cartaz que anuncia o espectáculo, “Sim, Sou Eu… Simone”, mostra-a de rosto sério, cigarro entre os dedos e preso nos lábios. “Neste espectáculo os artistas fumam em palco, agradecemos a compreensão”, lia-se em folhas afixadas nas portas de acesso. Contrariamente ao anunciado, nem um cigarro Simone de Oliveira fumou naquele que foi o seu concerto de despedida, aos 84 anos, 65 de carreira. Já o cartaz não nos enganou.

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