Unidades de Saúde Familiares: um modelo de eleição

O caráter errático da criação das novas USF nestes seis anos revela relutâncias, inconstâncias e violações de programas que são confundidas com ausência de uma política — em boa parte por falta de autonomia de decisão da Saúde em matéria de despesa

Em 2007 foram criadas as primeiras USF. São unidades de seis a dez médicos, dotadas de enfermeiros de família e de pessoal técnico e operacional, livremente organizadas segundo regras pré-estabelecidas, assistindo uma população de cerca de 1800 inscritos por médico de família e enfermeiro. O regime de intersubstituição e de partilha dos processos clínicos impede o vazio de assistência quando qualquer médico ou enfermeiro se encontra doente, em formação, ou em trabalho temporário em outras funções. O doente inscreve-se ou é contactado pela secretária clínica, tem consulta a hora marcada, evitando a aglomerações e a sua saúde e da sua família é gerida por uma equipa que passa a conhecê-lo nas suas limitações, patologias, terapêuticas anteriores e sobretudo se encontra disponível para pelo telefone o atender ou responder ao email e se for necessário consultá-lo em casa.

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