Jethro Tull: o regresso do flautista

Nos anos 1970 foram ícones prog rock quase sem par em popularidade, liderados por um flautista que tocava como jogral alucinado. Duas décadas depois, os Jethro Tull estão de volta. Têm um novo disco, The Zealot Gene, e vêm apresentá-lo a Lisboa e ao Porto. Ian Anderson fala ao Ípsilon.

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Ei-lo a entrar no cenário do David Letterman Show. Estamos em 1982, e, ao vê-lo no seu camuflado militar, as calças enfiadas no cano das botas, o lenço ao pescoço e o cachimbo que segura numa das mãos, não diríamos estar perante uma estrela rock. A julgar pelo vídeo que podem encontrar no YouTube, imaginaríamos antes um explorador intrépido, um historiador extravagante, talvez um académico convertido à agricultura biológica. Mas não, o homem que Letterman recebe foi uma das maiores estrelas do planeta. Anderson era o líder dos Jethro Tull, a banda que, nos anos 1970, acumulara álbuns nos lugares cimeiros das tabelas, que pulverizara recordes de bilheteira detidos por Rolling Stones e Led Zeppelin, aquele a quem juventude chamava “deus” enquanto tentava decifrar os seus versos como forma de alcançar a iluminação.

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