Vem aí o Ano do Tigre: 5 ideias para entrar com garra no Ano Novo Chinês

A 1 de Fevereiro, começa um novo ano lunar. Com ele vêm os auspícios do tigre, símbolo de “determinação, força, flexibilidade e espontaneidade”, como nota o Museu do Oriente. E vêm também celebrações para fazer em família, à mesa ou no ecrã mais próximo.

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A série documental Ano Novo Chinês volta à RTP2 DR
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O restaurante The Old House deseja boa sorte com pernas de rã com folha de chá Maria Mattos
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O JNcQUOI Asia serve um menu exclusivo, com animação incluída JNcQUOI Asia
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No Museu do Oriente, há actividades para toda a família DR

Museu do Oriente: lanternas e lai si na manga

No Museu do Oriente, em Lisboa, as comemorações envolvem toda a família, com um conjunto de iniciativas que procuram aproximar os visitantes às raízes e expressões de tradições chinesas milenares. A próxima está marcada para 29 de Janeiro, destina-se a crianças dos 3 aos 5 anos e explica o que se entende por ano lunar, começando por perguntar A Lua também amua? (às 11h30; 4,50€). No dia seguinte, recria-se o ritual de ornamentar a casa com pedacinhos de papel “que se acredita trazerem sorte, prosperidade e riqueza”, na oficina Histórias com… o tigre com recortes de papel (às 11h; 6€). A 1 de Fevereiro, o museu convida a participar na visita orientada O Ano Novo Chinês no Museu do Oriente (às 17h; grátis, mediante inscrição). A festa prossegue a 5 de Fevereiro com mais uma prática da quadra: a oferta de lai si, os típicos envelopes vermelhos com votos de bom ano. A oficina, intitulada Lai Si - da China para ti, é indicada para miúdos entre os sete e os 12 anos (às 15h; 5€). No dia seguinte, os maiores de seis anos poderão descobrir as histórias que um dos objectos do museu tem na manga sobre o novo ano lunar: o Casaco do Dragão (às 11h30; 4,50€). A 12 de Fevereiro, evoca-se a beleza do Festival das Lanternas, que costuma fechar as comemorações, ensinando a construir uma (às 11h; 4,50€). Mas ainda não é altura de parar de festejar: dia 13, há lições de caligrafia chinesa (às 11h; 4,50€); e, a 26, o desafio de fazer uma máscara inspirada no tigre ou noutro animal favorito do zodíaco chinês (às 15h; 5€).

Museu do Oriente
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Abraçar o tigre, mas a boa distância

Também o Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa está pronto para Abraçar o Ano do Tigre – neste caso, um abraço à distância, como manda a cartilha actual. A celebração do ano novo chinês tem a forma de um Festival da Primavera online. Realiza-se através do Zoom está marcado para 4 de Fevereiro, entre as 18h e as 19h30, com acesso gratuito. O reitor da universidade e o embaixador da China fazem as honras discursivas de abertura. Depois, o canal fica aberto a um leque variado de apresentações. Tanto se ouvem canções como declamações de poesia. Ora se partilham experiências, ora se solta a dança. E tão depressa se pode construir uma Árvore da Primavera a Florescer com recortes de papel como aprender a confeccionar gyozas. Tudo temperado, claro, com votos de um ano feliz. Mais informações aqui.

RTP: uma Semana Dourada bem documentada

A Semana Dourada Chinesa, que começa na véspera do novo ano e se estende até 6 de Fevereiro, ganha cor na televisão pública com a reposição de Ano Novo Chinês, uma série documental que se foca na maior celebração do calendário chinês ilustrando rituais milenares ligados à quadra e alargando a lente a outros aspectos da cultura chinesa. É composta por cinco episódios, que podem ser (re)vistos diariamente, na RTP2, a partir de dia 31 de Janeiro, às 11h. “As famílias reúnem-se, trocam presentes e preparam a comida com os produtos da terra natal, recordando os alimentos colhidos nas montanhas e no mar, fruto do tempo e da natureza” e “exprimem a abundância de emoções que foram crescendo ao longo do ano e desejam que as suas aspirações sejam concretizadas”, descreve a sinopse. A este propósito, vale também a pena espreitar, na RTP Play, Ni Hao China (Olá, China), um “postal ilustrado” resultante de uma parceria entre os canais públicos português e chinês, que pretende mostrar a China de hoje “dando voz a quem lá vive (...), sem apresentação e sem filtros”, ao ritmo de uma cidade por episódio.

À mesa no The Old House com a sorte à perna

Lembrando que, nesta semana, “os chineses espalhados pelos quatro cantos do mundo celebram e preparam pratos tradicionais que simbolizam sorte”, a casa The Old House, no Parque das Nações, tem sugestões “preparadas ao ponto da perfeição pelo chef Zhi Gang Xie, que aceitou sem hesitação o desafio de trazer a qualidade e sabor da comida de Sichuan mundialmente reconhecida para Lisboa”, refere o comunicado. É ele quem adianta que “comer gyosas e peixes inteiros [é] uma combinação perfeita para atrair sorte”. Assim, os comensais podem contar, para começar, com gyozas recheadas de porco ou camarão. Para prato principal, poderão escolher robalo (em molho picante, a vapor ou com pasta de feijão) ou um “peixe premium com seis texturas” (a saber: “picante, macia, ácida, fresca, dormência e floral”), sem esquecer outra iguaria quente que também sinaliza boa fortuna: perna de rã com folha de chá. Para sobremesa, alinha-se uma União Perfeita a lembrar o bolinho de arroz que é costume oferecer nesta época.

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The Old House Maria Mattos

À mesa noJNcQUOI: leões num menu de tigre

Sob o “esqueleto de dragão” que adorna o tecto do lisboeta JNcQUOI Asia, na Avenida da Liberdade, o luxo converte-se, entre 27 de Janeiro e 3 de Fevereiro, numa ementa repleta de animação para o palato – e não só. Focado na gastronomia chinesa, o restaurante asiático serve, ao almoço e ao jantar, um menu preparado especificamente para esta semana pelo chef malaio Ku Yan. A entrada varia entre um cheungfan de espinafres e vaca ou rolos chineses de couve e cogumelos a vapor. Segue-se “uma delicada selecção de pratos principais”: pintada assada com alho ao estilo cantonês, robalo grelhado com molho de mel e vinagre com tomate-cereja, e noodles salteados com vaca e espargos, cogumelos e noz macadâmia salteados. A proposta para a sobremesa é um bolo de pandan e creme de coco. Os biscoitos da sorte também fazem parte do cardápio. Aos sabores à mesa – que são harmonizados com vinhos chineses Chateau Changyu Moser – juntam-se outras delícias festivas tradicionais, da árvore dos desejos à dança dos leões (“servida” às 21h), passando pela oferta do típico envelope vermelho. Aconselha-se reserva aqui.

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JNcQUOI Asia

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