Fazem parte da abstenção, mas estes jovens emigrantes lutam para conseguir votar

Há jovens no estrangeiro que acompanham atentamente a campanha eleitoral, mas são impedidos de votar nestas eleições legislativas. Queixam-se dos obstáculos que existem no voto por correspondência ou no acesso às embaixadas. Não querem continuar a contar para a abstenção e exigem outras soluções — como o voto digital à distância.

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Tiago Bernardino Daniel Rocha

Há quatro anos que Mariana Tanqueiro está a tentar votar pela primeira vez. Aos 17 anos, trocou Sobral de Monte Agraço pelo Reino Unido, onde estudou Zoobiologia, na cidade de Nottingham. Cresceu numa família de “literatos e filósofos”, como graceja, e a importância do voto foi-lhe ensinada desde muito cedo. Neste mês em que acontecem as eleições legislativas, a tradição de comentar a vida política com a sua mãe mantém-se — agora por chamada telefónica, como a distância obriga — e, apesar de estar preocupada com a “instabilidade” destas eleições, aponta que a “principal tristeza” é ainda não conseguir votar, diz a jovem, agora de 23 anos.

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