António Garcez, o eterno rocker que viveu duas vezes

Nos anos 1970, nos Arte & Ofício ou nos Roxigénio, construiu a imagem de rocker total, excessivo, intenso, incontrolável. Em 1986, partiu para os Estados Unidos. Começava uma nova e inesperada vida. No momento em que regressa aos discos com Vinde Ver Isto, viajamos com ele por uma história tão longa quanto extraordinária.

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Paulo Pimenta

Não estava a correr como imaginara, muito longe disso: António estava sentado no quarto de um motel sujo e barato em Newark. Olhou para as “cortinas cheias de trampa”, olhou em redor e pensou para si mesmo: “Porco, badalhoco, isto é o horror!...” Sentou-se na cama, sozinho em terra estranha, e, ele que parecia sempre tão confiante, tão seguro de si mesmo, sentiu-se aflito, intimidado, pequenino.

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