Teorias da conspiração: uma tradição americana

Ao contrário do que se possa pensar, as especulações conspirativas nos EUA não são fenómeno dos últimos anos, remontam ainda antes da independência e estão muito ligadas ao “estilo paranóico” da política norte-americana. E como são sobre poder, dão-nos um reflexo da vida no país.

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Pessoas deixando flores junto ao local onde JFK foi assassinado em 1963 e a mesma Dealey Plaza, em Dallas, 50 anos depois da morte do Presidente dos EUA Dallas Police Department/Dallas Municipal Archives/University of North Texas/Handout (E) e Adrees Latif/Reuters (D)

O velho depósito de livros no número 411 da Elm St. não é propriamente uma atracção para os olhos, mas durante quase 60 anos o seu terrível passado pairou sobre a baixa de Dallas e, provavelmente, sobre toda a vida americana. “A 22 de Novembro de 1963”, refere a modesta placa histórica fixada na sua fachada de tijolo vermelho, “o edifício ganhou notoriedade nacional quando Lee Harvey Oswald alegadamente disparou e matou o Presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy desde uma janela do sexto andar quando a caravana presidencial passou pelo local”.

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