Sentença sobre agressões de GNR a imigrantes fala em acto isolado numa altura em que o MP já investigava mais crimes

GNR agrediram violentamente imigrante com bastões, arrastaram-no, deram-lhe chapadas. Quando os condenou, o tribunal disse que era acto isolado. Enganou-se. Três dos mesmos militares são agora acusados de agressões reiteradas a imigrantes durante o mesmo mês, agindo com base no ódio por causa da nacionalidade das vítimas.

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A sentença do Tribunal de Beja tomava por certo de que os militares da GNR só haviam praticado aquele crime contra imigrantes Enric Vives-Rubio

O restaurante Mar Azul em Almograve serve comida asiática e tem uma sala arejada onde por vezes se reúnem grupos. É num desses jantares que está, a 30 de Setembro de 2018, o guarda da GNR André Ribeiro. Gera-se uma pequena discussão, que termina sem conflitos significativos. O militar sai. Porém, momentos depois, o dono liga a André Ribeiro queixando-se de que estavam clientes a provocar desacatos. O GNR pega no carro e regressa ao restaurante, desta vez com outros militares do posto de Vila Nova de Milfontes. Com ele, vão os guardas Rúben Candeias, Nelson Lima, João Lopes e Luís Delgado. Mas já não encontram ninguém. Decidem ir à procura dos cidadãos imigrantes de origem sul-asiática.

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