O longo adeus de Angela Merkel

Foi a despedida da primeira mulher a desempenhar o cargo de chanceler alemã e a primeira que veio de Leste. Abandona, por sua livre vontade, o poder que exerceu durante 16 anos. Foi uma das figuras que marcaram 2021.

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Os alemães habituaram-se a viver com Angela Merkel. Os europeus também HENNING SCHACHT/EPA

Quantos balanços se escreveram em 2021 sobre a vida e o legado da chanceler alemã? Incontáveis. A primeira mulher a chegar à chancelaria de Berlim. A primeira que veio do Leste que foi em tempos a República Democrática Alemã. A primeira a igualar Helmut Kohl, o seu antigo mentor, no número de anos em que exerceu o poder máximo no seu país. O poder desgasta. Desgastou-a menos do que o que seria normal. Os alemães habituaram-se a viver com ela. Os europeus também. Conviveu com quatro Presidentes americanos e com quatro Presidentes franceses. Tornou-se uma figura incontornável nos palcos do mundo. Abandonou o poder quando e como quis. Com um leve sabor amargo na despedida.

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