Cidrão, o citrino quase esquecido que vem no Natal para o bolo-rei

Já existiu em grande quantidade em Portugal, mas hoje o fruto da cidreira tornou-se raro. Citrino sem sumo, exótico e mítico, sobrevive associado a algumas tradições de Natal. No Minho há quem trabalhe para o fazer renascer, cristalizado ou em cidrada.

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Um cidrão no jardim da Casa do Rio, em Barcelinhos Nelson Garrido

Escondido entre a folhagem no pequeno jardim das traseiras da Casa do Rio, em Barcelinhos, o fruto parece um limão gigante. Quando afastamos as folhas, surge em todo o seu esplendor. É enorme, bonito, amarelo, e, quando raspamos a unha na casca, liberta um aroma cítrico perfumado e intenso. Aqui está um cidrão, apresenta-o Anabela Ramos, técnica superior da Direcção Regional de Cultura do Norte no Mosteiro de Tibães e investigadora na área da alimentação, ligada também ao projecto ReSEED, e que se dedicou a estudar e a tentar recuperar este fruto praticamente desaparecido em Portugal.

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