Palcos da semana

A Porta dos Fundos anda Portátil pelo país. Vila Real assiste à estreia da ópera Mátria. Em Lisboa, bate Um Coração Normal, faz-se a Festa do Jazz e brinda-se à Rua das Pretas, que também vai ao Porto.

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A trupe brasileira Porta dos Fundos improvisa no espectáculo Portátil Divulgação
Violão
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O guitarrista André Fernandes participa na Festa do Jazz Bárbara Raquel Moreira
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Um Coração Normal é um ciclo para pensar a identidade de género DR
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Mátria anuncia-se como a “primeira ópera original criada em Trás-os-Montes e Alto Douro” LINO SILVA/INQUIETA - AGÊNCIA CRIATIVA (foto de ensaio)
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A Rua das Pretas instala-se nos coliseus DR

Comédia Portátil e improvisada

Ainda há dias Gregório Duvivier estava por cá a trocar argumentos com Ricardo Araújo Pereira em Um Português e Um Brasileiro Entram num Bar… e já se prepara para voltar. Mas, agora, a conversa é outra: vem da Porta dos Fundos, a trupe brasileira que conquistou o YouTube com sketches como Sobremesa ou especiais de Natal de causar um “ai Jesus”. Do quarteto que a vem representar – formado por Duvivier, Gustavo Miranda, João Vicente de Castro e Luís Lobianco (aos quais se junta o actor Rafael Pimenta nalgumas sessões) – não se espere uma reprodução do que se vê nesses vídeos. Como Portugal já testemunhou em 2015 e 2016, no espectáculo Portátil manda a improvisação e toda a narrativa é gerada na hora, por sugestão de alguém do público.

Festa (jazz) da época

Três locais, um ecrã, muitos concertos, várias conversas, encontros de escolas e um par de jam sessions. É o regresso da Festa do Jazz ao contacto com o seu público, depois de um 2020 confinado a conteúdos virtuais. Estes mantêm-se na 19.ª edição, já que a RTP Palco volta a assegurar a emissão em directo e a guardar os registos. Lembrando que “a Festa do Jazz foi durante muito tempo o único festival português que de forma inclusiva chamou as diversas linguagens em cena do jazz português”, Carlos Martins, o director artístico, assegura que “a programação deste ano continua essa prática altamente saudável e orgânica de ter os melhores frutos da época”. Essa colheita inclui músicos como André Fernandes, César Cardoso, Demian Cabaud, Ingrid Laubrock, Jeffery Davis, João Mortágua, Marcos Cavaleiro, Óscar Graça, João Barradas, Mário Laginha ou Sara Serpa.

O Vão e o género

Duas peças e uma conversa fazem Um Coração Normal, um ciclo projectado pelo Teatro do Vão para pensar a identidade de género e outras questões relacionadas com a comunidade LGBTQIA+. Abre precisamente com Identidades, uma troca de ideias entre Ana Aresta, André Tecedeiro, Paulo Pascoal e Rita von Hunty, com moderação de Constança Carvalho Homem. Depois, entram em cena Vita & Virginia e Gejaĉo. A primeira peça, de Daniel Gorjão, baseia-se no livro homónimo de Eileen Atkins sobre a relação entre Virginia Woolf e Vita Sackville-West, a partir de correspondência trocada entre as duas escritoras. Dão-lhes vida as actrizes Maria João Vicente e Teresa Tavares, enquanto Martim Sousa Tavares se encarrega da direcção musical. A segunda, cujo título se lê “‘gaiátcho’ e significa ‘bicha’ em esperanto”, esclarece a folha de sala, tem como criador e intérprete João Villas-Boas e apresenta-se como “uma viagem, um projecto de criação e de experimentação de vários rituais na procura de criar um novo ritual que simbolize a transição da negação para a assunção da homossexualidade e que também seja uma liturgia de aceitação e de paridade”.

Vita & Virginia Outros Ângulos
Gejaco Outros Ângulos
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Outros Ângulos

Douro feito Mátria

Anuncia-se como a “primeira ópera original criada em Trás-os-Montes e Alto Douro”, vem enquadrada pelas celebrações dos 20 anos do Douro Património Mundial, foi concebida sob inspiração da obra de Miguel Torga e está pronta para a estreia. Eduarda Freitas assina o libreto, enquanto o compositor Fernando C. Lapa trata das partituras. Chama-se Mátria - Aqui na Terra e conta com a participação da comunidade, na orquestra e nos coros que se juntam ao elenco composto por Regina Freire, Ana Santos, Job Tomé, Madalena Tomé, Mário João Alves, Paulo Lapa e Tiago Matos. A narrativa, que se desenvolve em dois actos, centra-se num rapaz que “vive fascinado com as histórias de encantar, acreditando que há um tesouro escondido na barriga do monte para onde leva as ovelhas”, explica a sinopse. Há-de crescer na inquietação, cruzando-se com outros desassossegados como ele, para mais tarde regressar ao ponto de partida, “à procura das certezas de menino”. A direcção musical é de Jan Wierzba; a encenação, de Ángel Fragua.

Mátria (foto de ensaio) Lino Silva/Inquieta - Agência Criativa
Mátria (foto de ensaio) Lino Silva/Inquieta - Agência Criativa
Mátria (foto de ensaio) Lino Silva/Inquieta - Agência Criativa
Mátria (foto de ensaio) Lino Silva/Inquieta - Agência Criativa
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Lino Silva/Inquieta - Agência Criativa

Aderne a brindar ao (e com o) público

Em Março de 2020, Pierre Aderne fez da Rua das Pretas uma série televisiva gravada num Coliseu de Lisboa vazio. Em Junho, voltou lá para brindar ao Santo António ao vivo, mas com a plateia online, com Um Copo de Fado, Dois Copos de Bossa. Em Fevereiro deste ano, lançou novo álbum com esse título. Agora, retorna à sala das Portas de Santo Antão pronto a rodear-se – literalmente, já que o concerto decorre em modo arena – dos espectadores que sempre tornaram tão especiais as suas tertúlias de samba, fado, histórias, poemas e vinho. Paulo de Carvalho junta-se ao colectivo em Lisboa. Também o Coliseu do Porto entra nesta festa lusófona, com Tiago Nacarato e Luca Argel como convidados.

Rua das Pretas DR
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