O Sopro de Tiago Rodrigues na passagem pelo D. Maria II

Entre as três tragédias gregas que marcaram a sua entrada no teatro nacional e Catarina e a Beleza de Matar Fascistas, foi sempre um criador activo nos seus anos à frente do teatro. Cinco artistas escolhem a sua criação preferida desse período.

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Filipe Ferreira

Tiago Rodrigues vinha de duas das suas criações mais marcantes, By Heart e António e Cleópatra, quando avançou para a sua temerária estreia enquanto director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, em Setembro de 2015. Na altura, em declarações ao Ípsilon, assumia tratar-se de “uma loucura meio suicidária” apresentar no espaço de um mês releituras para três tragédias gregas (Ifigénia, Agamémnon e Electra), desenhando uma espiral banhada em sangue, desespero, loucura e vingança, que começava na mão de Agamémnon e terminava na faca de Orestes. Se António e Cleópatra (e também By Heart ou Bovary, de forma mais enviesada) partia de forma declarada do desejo de encetar um diálogo com os grandes textos da História, nesse caso numa visitação do texto de Shakespeare pensada para as vozes e os corpos de Sofia Dias e Vítor Roriz, as três tragédias que plantavam Rodrigues com estrondo no Nacional eram construídas sobre textos clássicos desenhados originalmente pela pena de Eurípides, Ésquilo e Sófocles.

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