Lisboa ao voo do fado, em noite com dedicatória

Com Marco Oliveira no São Luiz, Lisboa andou ao voo do fado, evocando um homem do Porto que soube amar Lisboa pela alma: José Mário Branco.

Lisboa já foi cantada mil e uma vezes. Todos nos lembramos de títulos de canções onde o seu nome surge, já para não falar das que se inspiram nos seus bairros (Mouraria, Madragoa, Alfama, Bairro Alto) ou nas águas do seu rio (O cacilheiro, Canoas do Tejo). Só na voz de Amália ouvimos Lisboa antiga, Maria Lisboa, Lisboa, não seja francesa, Cheira a Lisboa ou Lá vai Lisboa, a marcha de Raul Ferrão que Beatriz Costa já gravara em 1935. E foi havendo mais lisboas noutros tons e vozes, desde logo a muito célebre Lisboa, menina e moça, com música de Paulo de Carvalho e letra de Ary dos Santos, Fernando Tordo e Joaquim Pessoa que se tornou mundialmente conhecida na voz de Carlos do Carmo; mas também a Lisboa e o Tejo de Maria da Fé; a Lisboa que amanhece de Sérgio Godinho; a Daqui desta Lisboa de Fausto Bordalo Dias (com O’ Neill musicado por ele e por A.P. Braga); a Minha Lisboa cidade de Teresa Tapadas; os Loucos de Lisboa da Ala dos Namorados; a Canção de Lisboa de Jorge Palma; o Cha cha cha em Lisboa de Max que Mísia gravou com os Melech Mechaya no seu Delikatessen Café Concerto; e haverá muitas mais, certamente, até chegar à bem mais recente Nova Lisboa de Dino d’Santiago.

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