O hip-hop e o teatro, a desigualdade e o silenciamento: RAP Global, pela Seiva Trupe

O novo espectáculo da quase quinquagenária companhia tenta integrar o hip-hop no dispositivo teatral e é uma adaptação da homónima obra poética do professor catedrático Boaventura de Sousa Santos. Estreia-se esta sexta-feira, no M.Ou.Co (Porto).

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Intérpretes reflectem sobre o potencial edificador do hip-hop, falam de um género musical que é um lugar de resistência e um transgressor de fronteiras.
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Os anónimos protagonistas de "RAP Global", salienta Joel Sines, são “corpos emigrados, refugiados, violados, violentados...”

“A raiva é a saliva da alma”, escreve Boaventura de Sousa Santos (n. 1940), professor catedrático jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, em RAP Global, obra poética que junta a filosofia ao universo do hip-hop para falar de corpos marginalizados e silenciamento. A 10 de Dezembro, no M.Ou.Co, hotel e espaço cultural do Porto, a Seiva Trupe estreia a sua adaptação desse texto — e a raiva revela-se o elemento central de uma criação pluridisciplinar, que vai da música e do teatro à instalação e à chamada poesia falada (ou slam poetry).

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