Afinal, quem é que se registou como autor dos capotes e samarras e anda a cobrar por isso?

Joaquim Fernando Meireles Alves Moreira, de Penafiel, registou em seu nome os tradicionais capotes e samarras e exige direitos de autor. Mas o “Rei das Samarras” diz que foi outro com o mesmo nome, profissão e localização. Entretanto, o advogado que enviou as cartas a outros fabricantes a exigir o pagamento de licenças já abandonou o cliente.

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O capote é indissociável do Alentejo Nuno Ferreira Santos

Primeiro foi a surpresa: Joaquim Fernando Meireles Alves Moreira registou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial — INPI a autoria dos tradicionais capotes e samarras e começou a exigir que os fabricantes destes artigos lhe pagassem licença por isso. Depois veio a reacção: revolta. Todos se recusaram a pagar e a Direcção Regional de Cultura do Alentejo saiu a terreiro para tentar anular o registo. Pelo caminho, os dedos apontaram-se para o “Rei das Samarras”, que tem o mesmo nome que foi registado no INPI e cuja empresa é em Penafiel, de onde era endereçada a carta enviada pelo advogado. Acontece que este empresário diz que terá sido alguém com o mesmíssimo nome a fazer esse registo e que também ele recebeu uma carta a exigir o pagamento da licença. Entretanto, o advogado afirma que já renunciou ao cliente.

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