Uma prova de azeites com crianças: “Meteram maçãs no copo?”

É mais eficaz fazer provas de azeites com crianças do que com adultos. Porquê? Porque miúdos de dez anos têm uma percepção sensorial fantástica e não têm vergonha de dizer o que pensam. Foi o que aconteceu por estes dias no Colégio São João de Brito, em Lisboa, com o pão a ser escasso para o apetite de 30 alunos.

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Ricardo Lopes

São 8h30 e entram, com ar curioso, 30 crianças entre os nove e os dez anos, do primeiro ciclo, numa sala do Colégio São João de Brito, em Lisboa. Uma aproxima-se da mesa nas traseiras da sala, cheia de caixas, copos, garrafas ou maçãs e pergunta: “É hoje que vamos provar azeites?”. É, respondemos. “Onde está o pão?”. Bom, primeiro vamos provar com estes copos, depois, no final, com o pão. Pode ser? “Com estes copos?! Porque é que são azuis? E tão pequeninos?”. Isso é porque... Nessa altura intervém o professor Jorge Costa que, com eficiência, senta os miúdos e explica-lhes o que se vai passar. Enquanto se ajeitam nas cadeiras, alguém coloca, em tom muito baixo, outra pergunta. “Vamos ter que beber o azeite?”. Beber, beber não, mas provar, sim, se quiseres, claro. “Hum! Acho que não vou gostar disso.”

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