Mineralidade, o novo mantra dos vinhos que se presta a confusões

Nos últimos anos, o glossário do vinho ganhou uma nova palavra: mineralidade. É usada a eito, na maior parte das vezes sem qualquer sentido, mas mostra bem a crescente importância dos solos nas novas tendências do vinho e nas suas narrativas.

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Nelson Garrido

Caro leitor: quando ler que determinados vinhos cheiram e sabem a xisto, a granito, a calcário, a barro ou a qualquer outro tipo de solo, não leve a sério, nem se ponha a lamber pedras, para perceber a sensação. Há alguns minerais que contêm enxofre ou até argilas que podem, de facto, libertar certos odores, quase sempre desagradáveis. Mas o que se sente no vinho não é uma transposição directa dos odores desses minerais.

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