As contradições do progresso no Porto/Post/Doc

Na Competição Internacional do festival portuense, filmes que constatam o mundo em que vivemos, da Geórgia à Etiópia, entre o transe e o retrato.

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"Faya Dayi" de Jessica Beshir cortesia porto/post/doc
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"The Last Shelter", de Ousmane Zoromé Samassekou cortesia porto/post/doc

Muito se tem falado, nesta edição 2021 do Porto/Post/Doc (que se prolonga até dia 30 mas cuja Competição Internacional termina este sábado com o anúncio dos vencedores), de “ideias para adiar o fim do mundo”, mas a própria frase do activista Ailton Krenak está armadilhada. Primeiro, porque implica que o fim do mundo seja inevitável (embora, em tempo cósmico, não aconteça senão daqui a muitos biliões de anos). Segundo, porque o adiamento — questão de sobrevivência exigida por um antropocentrismo civilizacional que veio acelerar os processos de erosão da natureza — não é senão um penso rápido que permite ganhar tempo para procurar mais soluções.

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