Pobres milionários infelizes

Estava aqui uma grande comédia, mas é apenas um mono.

,Maurizio Gucci
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Adam Driver, como o herdeiro do império Gucci, e Lady Gaga, como a sua mulher Patrizia, uma plebeia arrivista
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Nos intervalos da sua agenda de gestor de “franchises” (acabou de ser anunciada uma série de televisão baseada em Alien) Ridley continua a fazer o gosto ao dedo enquanto gestor de produções opulentas, e com apropriada apetência (depois dos Getty em Todo o Dinheiro do Mundo) por histórias de pobres milionários infelizes. Agora é a vez da família Gucci, mas em termos de “moral” é como ter um tipo de charuto e roupão de seda instalado num quarto de um hotel de luxo a avisar-nos, de dedinho esticado e ar pesaroso, que “o dinheiro não traz a felicidade”. A Ridley Scott, pelo menos, raramente trouxe o talento, e Casa Gucci é a previsível salganhada, uma grande soap opera de sabor italiano cheia de clichés (cães vadios na rua, Vespas, Fiats descapotáveis e raparigas de vestidos coloridos: nos primeiros planos ficamos logo a saber que estamos, não em Itália, mas em “Itália”), um guarda-roupa capaz de impressionar o mais indiferente aos assuntos da fashion e um elenco, como se dizia dantes, “de luxo”, tão de luxo que se dá ao prazer de trazer para actores secundários pesos tão pesados como Jeremy Irons e Al Pacino (ambos com aquele cabotinismo magnético em que se especializaram, quando passaram a ser chamados para papéis de “velhos”).

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