Regresso dos certificados e testes: as pistas dos partidos sobre o que o Governo está a preparar

A ronda de encontros entre o executivo e os partidos deu sinais sobre as medidas que o Governo está a estudar para combater o aumento de casos durante os próximos meses.

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O Governo recebeu os partidos em São Bento esta terça e quarta-feira LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

Nos dois últimos dias, os partidos foram dando pistas sobre as respostas que estão a ser preparadas pelo Governo para fazer face ao aumento do número de casos de covid-19. As soluções a adoptar deverão procurar responder à evolução pandémica nos próximos dois meses, uma vez que o Parlamento deverá ser dissolvido entre a próxima sexta-feira e 6 de Dezembro. As decisões deverão ser anunciadas esta quinta-feira, depois da reunião do Conselho de Ministros.

Em cima da mesa estão o regresso da apresentação de testes negativos em determinados contextos, mesmo para quem já tem certificado de vacinação. De fora deverão ficar medidas “mais pesadas” para a economia, tais como limitações ao horário de funcionamento dos estabelecimentos de restauração ou comerciais, ou a redução da lotação máxima de alguns espaços. Reunimos os principais sinais dados pelos partidos nas últimas 48 horas.

Dupla verificação em grandes aglomerações

Além do certificado de vacinação, o Governo pondera tornar obrigatória a apresentação de testes negativos em determinados contextos, como é o caso de eventos com grandes aglomerados populacionais, tais como concertos ou competições desportivas, ou até mesmo em bares e discotecas.

Restaurantes podem voltar a pedir certificado

Restaurantes, cafés e pastelarias não deverão ter limitações à lotação, nem ao horário de funcionamento, mas poderão voltar a ter de pedir certificados de vacinação.

Reforço da vacinação

A preocupação mais transversal a todos os partidos é o reforço da capacidade de vacinação para se poder acelerar a administração da terceira dose. Esta quarta-feira, o Ministério da Saúde anunciou em conferência de imprensa que o plano de vacinação está a ser revisto, uma vez que a redução de seis para cinco meses (após a última dose da vacina) e a admissão de pessoas que receberam a vacina da Janssen fizeram com que o “universo” de pessoas elegíveis para a dose de reforço tenha sido alargado de 1,5 milhões para 2,5 milhões de pessoas.

Vacinação de crianças

A vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos também foi discutida nos encontros entre o Governo e os partidos, mas está ainda dependente da recomendação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que só esta quinta-feira irá publicar um parecer sobre a vacinação nestas faixas etárias. A vacina será “pediátrica, feita especialmente” para estas idades, explicou esta quarta-feira a directora-geral da Direcção-Geral de Saúde (DGS), Graça Freitas.