Testosterona condescendente

De cada vez que organizarem um evento ou uma comissão de honra ou um órgão social, perguntem-se se incluíram jovens, mulheres, pessoas de minorias étnicas. Se não o fizeram, corrijam.

No meu artigo da semana passada indignei-me com a falta de diversidade de género, de idades, de etnia e de orientação sexual no nosso espaço público. A minha crónica gerou algumas reações, incluindo do presidente da Sedes, numa entrevista ao Expresso (concentrada apenas nas duas primeiras dimensões). Quando confrontado pelas jornalistas com o encontro dos dias 5 e 6 de novembro, um manel (do inglês man panel) apoteótico com quase cinquenta homens e nenhuma mulher, Álvaro Beleza retorquiu: “Quando eu cheguei a presidente da Sedes praticamente não havia gente nova. Hoje já entraram mais de 100 jovens dos 30 aos 40 anos. E mulheres. A secretária-geral é mulher. Por acaso, a professora Susana Peralta criticou-nos por não ver mulheres nestes painéis… E bem! Nós convidamos algumas, mas não aceitaram. De facto, tem de haver aqui um esforço. Estamos a ter mais jovens e mais mulheres mas a Sedes era realmente um clube de homens. E hoje a Sedes é o que é. Tem os sócios que tem. Se você olhar para o Senado dos Estados Unidos, há imensos senadores com mais de 70 anos.”

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