Alcaide volta a celebrar os Míscaros: há festa na aldeia dos cogumelos

Sessões de cozinha ao vivo, animação, passeios e, claro, muita gastronomia sob o signo do cogumelo. É o regresso do Míscaros - Festival do Cogumelo, de 19 a 21 de Novembro, à sua aldeia, no Fundão.

Fotogaleria
Míscaros, o Festival do Cogumelo em Alcaide, no Fundão Helena Colaço Salazar
Cogumelo
Fotogaleria
Míscaros, o Festival do Cogumelo em Alcaide, no Fundão Helena Colaço Salazar
Fotogaleria
Míscaros, o Festival do Cogumelo em Alcaide, no Fundão Helena Colaço Salazar
Cascada
Fotogaleria
Míscaros, o Festival do Cogumelo em Alcaide, no Fundão Helena Colaço Salazar
Fotogaleria
Míscaros, o Festival do Cogumelo em Alcaide, no Fundão Helena Colaço Salazar
Fotogaleria
Míscaros, o Festival do Cogumelo em Alcaide, no Fundão Helena Colaço Salazar

De 19 a 21 de Novembro todos os caminhos irão dar à aldeia do Alcaide, no concelho do Fundão, que está já a postos para viver mais uma edição do Míscaros – Festival do Cogumelo 2021. Depois ter sido obrigada, por conta da pandemia, a limitar a edição de 2020 ao formato online, a organização do evento aposta todas as fichas na edição deste ano. São vários os chefs já confirmados no festival que vai prestar homenagem a um nome que ficará para sempre ligado ao evento. Joe Best, que faleceu em Setembro, dará nome a um dos espaços do festival: a área onde se vão realizar as sessões de cozinha ao vivo passa a denominar-se Arena Joe Best.

Ricardo Besteiro, Tony Martins, Marlei Cardoso, Flávio Silva, Augusto Gemelli, Maria Caldeira de Sousa, Duarte Batista, José Júlio Vintém e André Apolinário são os chefs que irão protagonizando as sessões de cozinha ao vivo, previstas para os três dias do evento. “Este ano, vamos ter dez espécies de cogumelos no festival, as melhores que podemos encontrar na serra da Gardunha”, destaca Fernando Tavares, presidente da Liga dos Amigos do Alcaide, associação que assume a organização do evento, com o apoio da Câmara Municipal do Fundão e da Junta de Freguesia do Alcaide.

A ideia passa por divulgar património fúngico do país, em especial os míscaros que nascem nas encostas da serra da Gardunha, levando quem por ali passa, cozinheiros e público, a descobrir “a riqueza destes alimentos” e quais as suas potencialidades. “Só nesta zona, já foram identificadas 500 espécies de cogumelos, entre tóxicas e comestíveis”, acrescenta o responsável pela iniciativa que une toda esta localidade, que integra a rede Aldeias de Montanha. “O festival é por toda a aldeia, nas ruas, e os restaurantes estão instalados dentro das casas das pessoas, nas garagens ou anexos”, testemunha Fernando Tavares.

Foto
Míscaros, o Festival do Cogumelo em Alcaide, no Fundão helena colaço salazar

O programa, que arranca pelas 19h de dia 19, contempla ainda animação de rua, passeios micológicos, workshops e um almoço comunitário de arroz de cogumelos (no domingo). No dia 20, o festival tem início pelas 9h30 e, no dia 21, o programa arranca logo pelas 8h30, com a caminhada “Vamos aos Míscaros”.

Atrair visitantes à aldeia

O Míscaros – Festival do Cogumelo conta já com 12 anos de história. “Já havia aqui ao lado a Festa da Cereja e nós tínhamos que arranjar algo que pudesse ajudar a dar visibilidade à nossa aldeia”, enquadra Fernando Tavares, a propósito do evento que não tem parado de crescer. “Tem atraído cada vez mais público, inclusive espanhóis”, conta.

Alcaide, a aldeia dos cogumelos

Nesta edição o festival irá manter a componente social e solidária, tendo como objectivo reunir donativos para comprar uma cadeira de rodas que permitirá garantir maior qualidade de movimentos a Ângelo Querido, um jovem da aldeia que sofre de uma doença neurológica degenerativa e progressiva.

A organização faz ainda saber que serão implementadas medidas adicionais de prevenção da Covid-19, nomeadamente com controlo de entrada no certame. Existirão três pórticos nas entradas do festival, onde será possível levantar gratuitamente pulseiras que permitem que os visitantes possam entrar nos espaços fechados. Para levantar a pulseira os visitantes terão de mostrar o certificado digital (impresso ou no telemóvel) ou apresentar teste Covid negativo feito nas 48 horas anteriores ao festival. Os menores de 12 anos não necessitam de certificado digital ou teste Covid negativo.