Director-geral das Artes vai coordenar equipa da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea

Equipa que irá desenvolver a nova rede inclui cerca de uma dezena de curadores, que vão ter a primeira reunião de trabalho já em Dezembro.

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O director-geral das Artes, Américo Rodrigues, vai coordenar a equipa consultiva de curadores que irá desenvolver a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC), plataforma de circulação, divulgação e promoção da arte contemporânea, revelou esta quinta-feira o Ministério da Cultura.

A equipa é ainda composta pelo curador da Colecção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), David Santos, e personalidades da área, como Ana Cristina Cachola, Delfim Sardo, Inês Grosso, João Mourão, Jorge Costa, José Alberto Ferreira, José Maçãs de Carvalho, Márcia de Sousa, Marta Mestre e Mirian Tavares, segundo um comunicado da DGArtes enviado aos meios de comunicação social. 

A criação desta equipa consultiva surge na sequência da criação da RPAC por resolução do Conselho de Ministros, em Abril deste ano, tendo a ministra da Cultura, Graça Fonseca, mediante proposta da DGArtes, dado seguimento ao despacho para a sua constituição.

“Esta equipa será responsável pela implementação da estratégia da RPAC, incluindo os necessários procedimentos de adesão a esta rede, garantindo o cumprimento dos objectivos definidos na Resolução do Conselho de Ministros, bem como outros que a equipa considere adequados e pertinentes para uma eficaz promoção da arte contemporânea”, adianta o comunicado.

Contactada pela Lusa, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, sublinhou que “esta comissão vai ter um papel muito importante de definição e implementação da estratégia da RPAC”, e acrescentou que, na escolha dos seus membros, “houve uma preocupação de ser nacional, com pessoas de diferentes partes do país”.

Acrescentou que a equipa já tem marcada uma primeira reunião, que decorrerá já em Dezembro próximo. “Para começar a implementação desta rede e das suas políticas, esta equipa desenvolverá um trabalho de mapeamento de estruturas culturais públicas e privadas, com trabalho e missão focados na arte contemporânea, mapeamento esse que já foi iniciado”, recordou a ministra, aludindo às cerca de 120 instituições dispersas pelo país que já foram identificadas.

Além do mapeamento de instituições, para criar uma plataforma de circulação, a ministra da Cultura considerou ainda fundamental o trabalho que a rede dará no “apoio à internacionalização deste universo artístico”.

“No fundo, a constituição da rede é mais uma peça de uma estratégia que tem diferentes peças de política pública para a arte contemporânea, desde a constituição da Comissão para a Aquisição de Arte Contemporânea à nomeação do curador da Colecção de Arte Contemporânea do Estado [CACE]. 

Para Graça Fonseca, “2022 é um ano importante para a operacionalização da RPAC, e esta comissão terá um papel central”.

A Rede Portuguesa de Arte Contemporânea terá como objectivo congregar instituições dispersas territorialmente, estabelecendo sinergias entre espaços expositivos, coleccionadores, programadores, curadores e artistas visuais”, diz o comunicado da DGArtes, mas também a “qualificação, designadamente no que respeita à transição digital, dos equipamentos dedicados predominantemente e de forma regular e continuada à promoção de actividades culturais no âmbito da arte contemporânea”.