Citroën aposta nos elétricos para diferentes soluções de mobilidade

Do pequeno AMI ao gigante ë-SpaceTourer, para a Citroën a electrificação é o caminho não só do futuro, mas já do presente, colocando-a ao dispor de diferentes necessidades.

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Uma das ambições da marca é vender já no próximo ano 60% da berlina de passageiros na versão eléctrica. Citroën

AMI, ë-C4, ë-Berlingo e ë-Spacetourer. Foram estes os mais recentes modelos da Citroën que ganharam uma nova variante 100% eléctrica e que foram apresentados entre a fauna outonal da pequena vila de Maffliers, em França. 

A marca francesa, que se orgulha de ter revolucionado a indústria automóvel ao longo dos anos, quer agora também ser líder na transição para cidades mais verdes e sustentáveis, resolvendo o problema de mobilidade que afecta especialmente os centros urbanos. “Há cada vez mais expectativas para avançarmos para os eléctricos, tendo em conta como é que as cidades têm mudado nos últimos anos, com áreas de emissões zero e mais regulamentações”, explicava o responsável da comunicação da marca Benjamin Demozay, na conferência de imprensa. “Mas, sabendo que as pessoas ainda precisam de uma forma de as levar do ponto A ao ponto B, queremos ser um protagonista nesta mudança; porém, queremos fazê-lo à nossa maneira, à maneira da Citroën”. 

Baseando-se em três grandes pilares — conforto, praticabilidade e acessibilidade —, a marca quer tornar os seus carros prontos para o amanhã. “Está no nosso ADN tornar o progresso acessível para toda a gente e isso significa criar produtos que sirvam as verdadeiras necessidades dos clientes”. E foi a pensar naquelas que os novos modelos foram lançados. 

A começar pelo AMI, que, apesar de não chegar a ter mais do que 1,53 metros de altura e só conseguir acelerar até aos 45 km/h, surpreende pela positiva. Com uma autonomia de 75km e uma bateria que fica carregada em apenas três horas, o quadriciclo ligeiro (tipo L6e) oferece uma condução fácil e imersiva com o seu tejadilho panorâmico, que nos dá uma visibilidade completa do que nos rodeia. Para além das suas portas de abertura antagónica, o AMI faz-nos lembrar ainda o icónico 2 CV, com o pormenor das janelas laterais que abrem inclinando-se manualmente para cima. Apesar de só levar duas pessoas a bordo, o seu interior é espaçoso, cabendo até uma mala de viagem de cabine junto dos pés do passageiro, cujo assento é desencontrado do do condutor, de forma a garantir mais desafogo para ambos. 

O processo de compra do AMI é feito totalmente online, nos pontos de venda aderentes da Citroën e através da rede de lojas FNAC. Citroën
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O processo de compra do AMI é feito totalmente online, nos pontos de venda aderentes da Citroën e através da rede de lojas FNAC. Citroën

Pensado especialmente para ser uma alternativa de mobilidade urbana ao autocarro ou à bicicleta, o AMI chegou a Portugal no início de Setembro e pode ser conduzido por maiores de 16 anos, com carta de categoria B1. Andam já pelas estradas nacionais aproximadamente 200 veículos do género, havendo também mais de 50 processos de venda a decorrer e 1500 propostas de clientes. Custa entre 7350 e 8710€, tendo em conta as várias possibilidades de personalização.

O ë-C4, também já disponível em Portugal, representa, desde o seu lançamento, 20% do total de vendas do modelo. Com potência equivalente a 136cv, um binário máximo de 260 Nm e uma velocidade máxima de 150 km/h, apresenta tanto uma silhueta elegante, como umas rodas e formas musculadas que nos remetem à força e robustez de um SUV. Contando ainda com 20 tecnologias de ajuda à condução, como o assistente à condução em auto-estrada e bancos revestidos pelo sistema Advanced Confort, parece que conduzimos dentro de um casulo acolhedor, sem qualquer ruído ou oscilações. Salienta-se ainda a função Brake, que é capaz de desacelerar o veículo sem necessitar de tocar no pedal, recuperando assim energia e poupando a bateria. Os preços iniciam-se nos 37.607€. 

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Por seu turno, o novo ë-Berlingo Multispace, podendo levar até sete pessoas, é apresentado como o carro ideal para famílias, os amantes de longas viagens ou simplesmente para quem precise de espaço (conta com 26 compartimentos de arrumação). Dotado de uma bateria de iões de lítio com 50 kWh de capacidade, tem uma autonomia para 280 quilómetros e vários modos de condução (Eco, o Normal e Power). Da versão Feel na carroçaria M à Shine Pack na carroçaria XL, os preços variam entre os 34.981€ e os 38. 511€. 

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Por fim, o ë-SpaceTourer, lançado também este ano em Portugal e cuja solução eléctrica já representa 12% das vendas do modelo. Disponível em duas versões de equipamento, Feel (8 lugares) e Business (10 lugares), é um veículo destinado a transportar grandes grupos ou para uso profissional. É por essa razão que está disponível a 34.884€ para as empresas, valor que inclui já a possível dedução de 100% do IVA (para particulares, inicia-se nos 42.907€). Mas, ao contrário do que se possa pensar, o grandalhão de quase dois metros de altura, não ficou atrás dos restantes modelos em termos de leveza e conforto, oferecendo uma condução sem grandes oscilações nem dificuldades.

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Texto editado por Carla B. Ribeiro

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