A condessa, a criada e o secretário: um triângulo amoroso e social

Depois de ter apresentado em Almada Reinar Depois de Morrer, o encenador Ignacio García volta à dramaturgia clássica espanhola com Nem Come nem Deixa Comer, uma das comédias mais populares de Lope de Vega. No Teatro Joaquim Benite, até 5 de Dezembro.

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A condessa Diana (Margarida Vila-Nova) é a figura de poder deste triângulo amoroso LUANA SANTOS

Há um provérbio espanhol que diz: o cão do hortelão nem come nem deixa comer. Que é como quem diz que o cão, imbuído da sua missão de guarda às plantações, impede mas não desfruta. E é devido ao paralelo com a vida amorosa da condessa Diana de Belflor, tal como escrita pelo dramaturgo madrileno Lope de Vega (1562-1635), que o encenador Ignacio García escolhe a outra metade do provérbio para título da sua versão de El Perro del Hortelano (1618), uma das mais populares comédias do Século de Ouro espanhol (respeitante aos séculos XVI e XVII), em cena no Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada, até 5 de Dezembro. Portanto, quando a condessa Diana (Margarida Vila-Nova) se apercebe de que a sua criada Marcela (Ana Cris) vive uma paixão com o secretário Teodoro (David Pereira Bastos), logo é tomada por ciúmes e resolve interpor-se entre os dois. Acontece que, devido à sua condição social, não pode assumir uma relação com Teodoro. Logo, Nem Come nem Deixa Comer.

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