Com o fim do Aleixo, moradores e consumidores desesperam na longa espera pela sala de chuto no Porto

A demolição do Aleixo espalhou o consumo e o tráfico de droga por vários pontos da cidade. Há quem viva há mais de dois anos num “inferno” e desespere por medidas – para os moradores, mas também para os consumidores. A “relação tensa” entre duas comunidades à espera de respostas

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Tráfico e consumo de droga tornou-se visível em vários pontos da cidade depois de o Aleixo ter sido desmantelado Nelson Garrido

Rosa Martelo perdeu a conta ao número de vidas que ali viu transformar-se. Homens e mulheres a pedir esmola junto a semáforos que, em pouco tempo, iam surgindo “mais e mais frágeis”. A deambular, a consumir drogas à vista de todos, a dormir na rua. “Temos assistido aqui à degradação das pessoas”, conta a moradora da zona do Fluvial, no Porto, entristecida e chocada por um cenário que parece ser o “novo normal”. “Temos a perplexidade de não ver nenhuma resposta, como se estivéssemos todos, moradores e consumidores, condenados a isto.”

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