Um ciclo de lavagem para Sara Barros Leitão nos contar esta história

Monólogo de Uma Mulher Chamada Maria com a sua Patroa é um espectáculo em que a actriz e autora recupera a história do Sindicato do Serviço Doméstico e questiona os moldes em que o trabalho doméstico existe hoje. Estreia-se de 4 a 7 de Novembro no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, segue depois em digressão.

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Teresa Pacheco Miranda

Não é muito difícil a Sara Barros Leitão perceber quando está na hora de começar a escavar um novo espectáculo da sua safra. Ela, que se diz incapaz de sentar-se diante de um cursor a piscar no ecrã do computador e desatar a escrever “peças para fantasmas de actores”, sabe que não tem por onde escapar quando uma peça lhe anuncia de forma clara a sua chegada. De cada vez, começa a existir em si quando se vê invadida por um tema e por uma preocupação que alastra a todo o seu mundo. “Quando dou por mim, já não tenho outra hipótese que não a de fazer um espectáculo”, explica. Nessa altura, já esbarra com o tema em todos os domínios da sua vida. “Já está naquilo que ando a ler, naquilo que falo, nos meus amigos, nos meus grupos de whatsapp.” E então a evidência revela-se numa frase que fatalmente acabará a dizer para si mesma: “Tenho de fazer isto.”

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