Motociclismo: avançam medidas para aumentar segurança dos pilotos

Idade mínima nas diversas categorias será revista. Miguel Oliveira com o quinto melhor tempo nos treinos livres para o GP de Emília Romagna, onde o francês Fabio Quartararo pode garantir o título de MotoGP.

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Fabio Quartararo (Yamaha) pode sagrar-se campeão do mundo a duas corridas do fim do mundial de MotoGP EPA/DAVIDE GENNARI

O aumento da idade mínima para competir ou a diminuição das grelhas de partida são algumas das medidas de segurança anunciadas esta sexta-feira pela Federação Internacional de Motociclismo e pela Dorna (promotora do MotoGP) para aumentar a segurança dos pilotos. Num comunicado conjunto, as duas entidades enunciam várias medidas que pretendem responder às críticas geradas pela morte de três pilotos em 2021 — o luso-suíço Jason Dupasquier e os espanhóis Hugo Millán e Dean Berta Viñales. Nomeadamente, o aumento em um ano da idade mínima para competir nas diferentes categorias.

Assim, já na próxima época, a idade mínima das Talent Cup sobe para os 13 anos, na Red Bull Rookies Cup para 14 anos, enquanto o Europeu de velocidade (FIM CEV de Moto3) passa a ter como limite mínimo os 15 anos e as Supersport300 os 16. Em 2023, para competir no Mundial de Velocidade (Moto3 ou Moto2) será preciso ter 18 anos e não 16 como até agora.

Por outro lado, as grelhas de partida ficam limitadas a 30 participantes nas Talent Cup e a 32 no Europeu e nas Supersport300. Por fim, passa a ser obrigatório, em todas as categorias, o uso de airbags nos fatos dos pilotos. A Federação Internacional de Motociclismo (FIM) está também a testar um sistema de comunicações com os pilotos, à semelhança do que acontece na Fórmula 1, para os avisar em caso de acidente.

Entretanto, prosseguem as sessões de treino do GP da Emília Romagna, 16.ª e antepenúltima prova do calendário de 2021 do Mundial de MotoGP, que poderá decidir o título de campeão do Mundo, com o francês Fabio Quartararo (Yamaha) na iminência de sagrar-se campeão de MotoGP pela primeira vez.

Ao piloto de 22 anos, nascido em Nice, que soma 254 pontos (mais 52 do que o italiano da Ducati Francesco Bagnaia), basta uma vitória para suceder ao espanhol Joan Mir (Suzuki). Caso não vença, Quartararo poderá chegar ao título no domingo se perder menos de três pontos para Bagnaia.

Décimo no Mundial, com 92 pontos, Miguel Oliveira (KTM) — que se estreou na classe rainha no mesmo ano de Quartararo, em 12019 — garantiu esta sexta-feira o quinto melhor tempo após a disputa das duas primeiras sessões de treinos livres. O piloto luso foi o sétimo mais rápido na primeira sessão do dia, disputada com chuva, melhorando cerca de dois segundos à tarde, numa sessão disputada com sol, mas com o piso ainda molhado.

“Foi um dia com condições de chuva. Senti-me bem com a mota desde o início”, explicou Oliveira, que concluiu a jornada de treinos com o registo de 1m42,591s, ficando a 1,286 segundos do mais rápido do dia, o australiano Jack Miller (Ducati).

Por isso, o piloto de Almada espera manter o bom registo na terceira sessão, no sábado, de forma a garantir a passagem directa à segunda fase da qualificação, para o qual se apuram os dez mais rápidos dos treinos livres.