Ana Bacalhau: “Sinto-me mais segura de mim naquilo que faço”

Quatro anos após o lançamento de Nome Próprio, o seu primeiro disco a solo pós-Deolinda, Ana Bacalhau arranjou-lhe um sucessor que navega noutras águas, as da pop mais electrónica, mas sem que isso lhe turve a identidade. Além da Curta Imaginação, que chega às lojas e às plataformas digitais dia 29, traz as marcas do confinamento e do seu “degelo”.

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Arlindo Camacho

No primeiro disco a solo, Nome Próprio, Ana Bacalhau quis libertar-se das amarras do passado num disco auto-afirmativo, carregando no “eu” (Vida nova, Só eu, Passo a tratar-me por tu, A Bacalhau, etc.). Quatro anos passados, de novo em Outubro, de 2017 para 2021, o “eu” continua presente (Sou como sou, Que me interessa a mim, Tudo o que for meu), embora menos. E se no disco anterior, mais heterogéneo, as referências musicais iam de Janis Joplin a Fausto Bordalo Dias ou António Variações, neste a cantora escolheu outras águas, as da pop mais electrónica, com um produtor que na cena nacional tem vindo a trabalhar com nomes como Átoa, Murta, Dengaz, Os Nova, Fernando Daniel ou Mia Rose: Luis “Twins” Pereira. Que, além da produção e gravação, assegura uma panóplia de instrumentos (guitarras eléctricas, acústicas, guitalele, baixo eléctrico, sintetizador, piano, teclados, percussões, bateria, programações), num disco que só conta com mais três músicos, em certas faixas: Diogo Duque (trompete, flauta transversal, flugelhorn), Ângelo Freire (guitarra portuguesa) e Francisco Sales (guitarra acústica). Além da própria Ana Bacalhau, que faz todas as vozes adicionais e toca, episodicamente, piano, percussões e teclados.

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