Rodrigo Leão ou como da morte se fez vida e da vida se faz música

Ouviu um dia um padre falar na “estranha beleza da morte” e daí saiu o título do disco com que vingou seis meses de confinamento: A Estranha Beleza da Vida. Com participações de Michelle Gurevich, Kurt Wagner (dos Lambchop), Martirio, Surma e Suso Sáiz, foi um disco “muito rápido”, criado ainda durante a pandemia, mas quando Rodrigo Leão já se sentia “desconfinado por dentro”. Chega esta sexta-feira às plataformas digitais e às lojas e estreia-se em palco em Coimbra.

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José Sarmento de Matos

Rodrigo Leão tinha acabado de lançar O Método quando o mundo desabou. Ainda o estreou ao vivo no CCB, em Fevereiro de 2020, mas depois a pandemia obrigou a um confinamento generalizado. No caso dele, foram seis meses em Avis, com a família. Não parou, ainda assim. E lá saiu Avis 2020, meio EP, meio álbum, nas plataformas digitais. “Foi um disco feito no terceiro e no quarto mês da pandemia”, diz Rodrigo Leão ao Ípsilon, “no seguimento de uns filmes que ia fazendo com o IPhone, no meio do campo, árvores, nuvens, sons das ovelhas, de pássaros. Fi-lo praticamente sozinho no Alentejo, com os sintetizadores, ideias muito curtas. Vim a Lisboa para o misturar, com o João Eleutério e o Pedro Oliveira, e ficou feito. Achei que, de alguma forma, era interessante deixar registado aquele momento, aqueles meses mais complicados.”

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