Vacinados deixam de precisar de testes nalguns eventos. Cerca de metade dos recuperados tem “covid longa”

As principais notícias desta quarta-feira, dia 13 de Outubro, sobre a pandemia de covid-19.

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Paulo Pimenta

1. As pessoas com esquema vacinal completo há mais de 14 dias deixam de precisar de fazer testes de rastreio covid-19 nalguns contextos, como reuniões familiares e eventos culturais, desportivos ou cooperativos, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

A norma actualizada esta quarta-feira pela DGS indica que ficam também dispensados de testes de rastreio periódico os residentes, utentes e profissionais de alguns locais, designadamente unidades de Cuidados Continuados Integrados e instituições de apoio a migrantes e refugiados, assim como nos estabelecimentos prisionais e centros educativos que apresentem esquema completo há mais de 14 dias.

Nos lares de idosos, mantém-se a indicação de realização de testes periódicos aos residentes, utentes e profissionais, independentemente do seu estado vacinal, como medida de protecção adicional para estas populações mais vulneráveis.

2. Cerca de metade dos mais de 236 milhões de pessoas que foram infectadas em todo o mundo pelo coronavírus SARS-CoV-2 apresentarão sintomas persistentes pós-covid seis meses depois da infecção, sugere um estudo divulgado esta quarta-feira.

Segundo os investigadores da universidade norte-americana Penn State College of Medicine, estes resultados recomendam que os governos, as organizações e os profissionais de saúde pública se prepararem para o grande número de recuperados de covid-19 que “precisarão de cuidados para uma variedade de sintomas psicológicos e físicos”.

Muitos doentes que tiveram covid-19 apresentam sintomas como cansaço, dificuldade em respirar, dor no peito, dores nas articulações e perda do paladar ou do olfacto que perduram mesmo após a recuperação da doença, uma condição conhecida por “covid longa”.

3. O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, assinou na terça-feira um decreto com as normas sobre a obrigatoriedade de os funcionários públicos exibirem o passe sanitário a partir de 15 de Outubro nos locais de trabalho, medida que também afectará o sector privado.

O certificado covid-19 indica que o seu portador recebeu pelo menos uma dose da vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2, ultrapassou a doença ou foi submetido a um teste com resultado negativo nas horas prévias à sua apresentação.

A partir de sexta-feira, todos os trabalhadores do sector público e do privado terão de mostrar este “passe covid”. Caso não o possuam, ficam impedidos de aceder ao seu local de trabalho e arriscam multas entre 600 e 1500 euros.

4. Na União Europeia, 63,2% da população já está totalmente inoculada, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC). Mas a administração das vacinas não ocorre de forma igual no continente: no Leste da Europa as taxas de vacinação são mais baixas, ao mesmo tempo que os casos e as mortes causadas pela covid-19 têm vindo a subir. Os especialistas e observadores apontam o dedo ao relaxamento das medidas durante o Verão, à desinformação e à desconfiança das populações – que têm comum o passado soviético.

5. Portugal registou, na terça-feira, mais 828 casos de infecção e nove mortes por covid-19, de acordo com dados divulgados pela DGS na quarta-feira. Há menos dez pessoas internadas com covid-19 (num total de 335 internamentos) e menos duas em unidades de cuidados intensivos (num total de 54).

Houve 622 pessoas que recuperaram da infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 (que causa a doença covid-19) e existem agora mais de 30 mil casos activos de infecção em Portugal.