Direcção de Rio propõe directas a 4 de Dezembro e congresso em Janeiro

Calendário para a sucessão de Rui Rio é votado amanhã em conselho nacional.

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Rui Rio quer antecipar em cerca de um mês as eleições para a escolha do novo líder do PSD Nuno Ferreira Santos

A direcção do PSD propõe que as eleições internas para a escolha do líder se realizem a 4 de Dezembro e congresso em Janeiro. As datas traduzem uma antecipação do calendário eleitoral das directas em cerca de um mês. A proposta vai ser votada, esta quinta-feira, no conselho nacional. Caso chumbe foi colocada em cima da mesa a possibilidade de passar as eleições para Janeiro e congresso no mês seguinte. 

Na proposta preferida pela direcção de Rui Rio, o dia 4 de Dezembro (em que se assinala a morte de Sá Carneiro) é a data das directas, com uma eventual segunda volta no sábado seguinte, dia 11. Neste cronograma, o congresso onde se elegem os restantes órgãos nacionais do partido realiza-se entre 14 e 16 de Janeiro. Este calendário seria mais desfavorável a um eventual challenger do actual líder.

Mas a direcção não quis deixar uma proposta definitiva e colocou outra hipótese em cima da mesa para o caso de a primeira ser chumbada. Nesse calendário, que seria o normal, as directas realizam-se dia 8 de Janeiro e a segunda volta no sábado seguinte, dia 15.

O congresso ficaria para 4 a 6 de Fevereiro. De qualquer forma, a reunião magna dos sociais-democratas vai realizar-se em Lisboa tal como aconteceu em 2018, quando Rui Rio foi consagrado presidente do PSD. Até agora nem Rui Rio nem Paulo Rangel assumiram uma candidatura à liderança do partido. Na proposta da direcção, os candidatos têm até 22 de Novembro para formalizarem a sua intenção. Mas esse prazo não deve ser esgotado.