Um Super-Homem assumidamente bissexual

Depois das revelações recentes do Capitão América, mas também de Robin, o eterno braço-direito de Batman, a evolução da personagem do Super-Homem vem encher-nos de orgulho mas também coragem, coragem para darmos um passo em frente, o próximo, o passo para nos assumirmos.

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DC Comics

No seguimento do Dia de Sair do Armário (em inglês, World Coming Out Day), assinalado a 11 de Outubro, a DC Comics vem presentear-nos com a melhor das notícias: um Super-Homem assumidamente bissexual.

Mas comecemos pelo princípio. Para quem não tem acompanhado as aventuras de Jonathan Kent, filho de Lois Lane e Clark Kent e o Super-Homem dos tempos modernos, fiquem desde já a saber como o mesmo se tem desdobrado a salvar a humanidade de si própria, entre participações em protestos contra a deportação de refugiados, o combate aos fogos resultantes das alterações climáticas ou a intervenção directa em tiroteios nas escolas secundárias onde o lobby das armas ainda é quem mais impera.

Infelizmente, e quiçá fruto da juventude, inexperiência mas também o reflexo da super vontade de quem quer super salvar tudo e todos, a próxima aventura de Super-Homem: Filho de Kal-El, a publicar pela DC Comics a 9 de Novembro, conta-nos a história de um Jonathan Kent cujo esgotamento físico e mental encontra a salvação nos braços de Jay Nakamura, amigo de Jonathan Kent dos tempos da universidade e jornalista de profissão.

O resto não podemos contar. Passando a publicidade, a verdade é que temos mesmo de esperar por 9 de Novembro para saber o resto da história.
Não obstante, num mundo onde todos precisamos de heróis com os quais nos possamos identificar, a DC Comics dá assim mais um passo em frente em nome da justiça, da liberdade, da verdade, esperança e igualdade de direitos, mas também em nome dos sonhos que já não são sonhos, são bem reais e estão aqui nestas mãos, nas mãos do super-herói que todos conhecemos e que em pleno século XXI chega para nos salvar.

Para nos salvar do preconceito, do medo, da rejeição e do repúdio, da violência gratuita e da agressão verbal, física, emocional e que fica para a vida, como se não tivéssemos direito a existir tal como somos, de todas as cores, credos e orientações. Para nos podermos assumir e de braços abertos respirar o mesmo ar.

Depois das revelações recentes do Capitão América, mas também de Robin, o eterno braço-direito de Batman, a evolução da personagem do Super-Homem vem encher-nos de orgulho mas também coragem, coragem para darmos um passo em frente, o próximo, o passo para nos assumirmos. Já não temos medo, temos o Super-Homem ao nosso lado.