Como está, BE e PCP votam contra. PAN quer OE 2021 cumprido

Xadrez orçamental vai obrigar o Governo a duas semanas de negociações mais duras do que em anos anteriores antes da votação na generalidade. Bloco põe quatro cartas em cima da mesa, mas o caderno de encargos do PCP é mais pesado.

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Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda LUSA/MÁRIO CRUZ

Acompanhando o crescendo de dificuldades dos últimos dois anos, o Governo levou desta vez o balde de água fria logo no dia em que apresentou publicamente o Orçamento do Estado para o próximo ano (OE 2022): tal como está o documento, Bloco e PCP votarão contra no dia 27 deste mês. Mais do que esticar a corda, os dois antigos parceiros da chamada “geringonça” partiram-na desde já e o Governo tem agora 15 dias para atar vários nós de forma a conseguir uma viabilização pela abstenção de um deles. Na apresentação do documento, o ministro João Leão acenara com medidas como os aumentos de pensões e de salários na função pública para convencer BE e PCP.

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