Portugal ganha duas medalhas no mundial de fotografia e vídeo subaquáticos

Rui Bernardo e Sónia Bernardo foram prata no 18.º Campeonato do Mundo de Fotografia Subaquática, enquanto Gui Costa e Paulo Correia ganharam o bronze no 4.º Campeonato do Mundo de Vídeo Subaquático.

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A fotografia que garantiu a Portugal a medalha de prata na categoria "Tema" Rui Bernardo

Uma medalha de bronze em vídeo e uma de prata em fotografia. Após dois dias de competição no Porto Santo, foram revelados os vencedores do 18.º Campeonato do Mundo de Fotografia Subaquática e do 4.º Campeonato do Mundo de Vídeo Subaquático. Portugal terminou a prova com duas subidas ao pódio do evento que juntou na Madeira a elite do mergulho.

Após dois dias de provas que contaram com a participação de 113 atletas de 18 países nas águas da reserva natural do Porto Santo, Rui Bernardo e Sónia Bernardo venceram a medalha de prata na categoria “Tema” do Mundial de Fotografia subaquática, enquanto Gui Costa e Paulo Correia ganharam o bronze na categoria “Pequeno filme” da competição.

Num total de seis categorias de fotografia – “Peixe”, “Macro”, “Tema” (no Porto Santo foi “Crustáceos”), “Criativo”, “Ambiente” e “Ambiente com mergulhador” , a equipa chilena formada por José Tomás Yakosovic e Gustavo Duarte destacou-se ao conseguir dois títulos mundiais em fotografia: “Peixe” e “Macro”.

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Jesus Yeray Delgado Dorta

Nas provas de vídeo, que tinham a concurso três categorias  “Filme”, “Filme Curto” e “Não editado” , foram os espanhóis Jorge Cardán Illan e Pilar Barros que sobressaírem, ao vencerem o ouro em “Filme” e a prata em “Não editado”.

No final da competição, que, segundo a organização, terá um impacto económico directo para a Madeira, contabilizando mergulhos, alojamento e alimentação, que se aproximará dos 400 mil euros, Pedro Vasconcelos, principal responsável pela realização do evento na ilha madeirense, realçou a importância do “apoio das autarquias locais e das secretarias regionais do mar e do turismo”, o que permitiu que a prova tivesse um “impacto incrível, não só para as ilhas”, mas também na federação internacional (CMAS), que considerou que este foi o Mundial que teve “o maior impacto de sempre”.

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Pedro Vasconcelos, director da competição

Vasconcelos explica que o evento, uma organização conjunta da Associação de Natação da Madeira (ANM) e da Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas (FPAS), fez despertar o interesse dos adeptos do mergulho pela Madeira e pelo Porto Santo, uma vez que as ilhas têm condições excelentes para a prática da modalidade: “Possuímos um clima muito estável, regular todo o ano e as famílias podem vir praticar diversos desportos em terra ou no mar, incluindo o mergulho.”

Por parte da CMAS (Federação Mundial de Actividades Subaquáticas), Kerim Sabuncuoglu explicou que a escolha de Portugal para receber o Mundial deveu-se aos “locais fantásticos para os mergulhos”. “Temos procurado a qualidade dos locais e dos centros de mergulho. A ilha está equipada com tudo o que necessitamos. Do ponto de vista logístico, esta foi a opção inteligente”, realçou o presidente da Comissão Visual do CMAS.

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Kerim Sabuncuoglu, presidente da Comissão Visual do CMAS

Fazendo um balanço do evento, Sabuncuoglu destaca a satisfação dos participantes – “Estão muito felizes e adoram a fauna submarina” – e o acolhimento na ilha: “Os portugueses têm grande coração, divertem-se e estão sempre disponíveis para ajudar.”

Importante, segundo o dirigente da CMAS, é também o legado que a prova deixará na região. “O objectivo da fotografia ou do vídeo é trazer o mundo subaquático para as pessoas em terra. É mostrar as belezas do mundo subaquático, que está escondido lá em baixo. Se não o conhecemos, podemos ter medo. Sabendo o que lá está e a sua beleza, então tentaremos protegê-lo.”