Anda a cortar nos doces? Então a Feira das Lambarices não é para si

Águeda acolhe a Feira das Lambarices, juntando dezenas de doces nacionais e internacionais. A juntar à festa, haverá música a cargo de nomes como os de Ana Moura, Miguel Araújo e António Zambujo. De 8 a 17 de Outubro.

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Ovos-moles Paulo Pimenta
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Pastéis de Tentúgal Ricardo Silva
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Bolas-de-berlim Adriano Miranda

Pastéis de Tentúgal, bolas-de-berlim, ovos-moles, bolo negro de Loriga, pão-de-ló, queijadas de Serpa e muitos outros mais. A lista é extensa e promete arruinar qualquer dieta. A Feira das Lambarices, que arranca esta sexta-feira em Águeda, junto ao rio, apresenta-se como uma doce tentação, sem se limitar às guloseimas nacionais. Também será possível provar doçaria tradicional da Moldávia, Angola, Venezuela, Marrocos e da comunidade cigana, anuncia a organização. Tudo isto ao som de boa música e com uma área de diversões para os mais novos. Até 17 de Outubro, todos os fãs de doces são chamados a visitar a cidade.

A proposta é lançada pela população de Vale Domingos, com base num projecto de integração social que foi um dos vencedores do Orçamento Participativo Nacional. “Esta feira já era para ter sido promovida no ano passado, mas a pandemia obrigou a que fosse adiada”, enquadra Ricardo Pereira, presidente da Associação Cultural e Recreativa de Vale Domingos, colectividade que tem vindo dar corpo a um projecto que é uma referência nacional de inclusão social. O lugar de Vale Domingos, na União de Freguesias de Águeda e Borralha, uniu-se para transformar um baldio num parque botânico, fazendo germinar muitas flores (mais concretamente magnólias) e um verdadeiro espírito de entreajuda entre ciganos e não-ciganos. Uma história que já foi distinguida pelo Presidente da República como um modelo de sucesso a aplicar a nível nacional e que levou a que Vale Domingos deixasse de ser conhecida pelos piores motivos (estava associada a alguma criminalidade).

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Pão-de-ló Adelaide Carneiro

No fundo, é também esse espírito de integração e de diversidade que está na génese desta grande feira de doçaria. A organização junta num só espaço doçaria das mais variadas regiões portuguesas e não só. “Quisemos ter também todas as comunidades que estão representadas na nossa aldeia e, por isso, teremos doces tradicionais do povo cigano, para além da Venezuela, Moldávia, Angola, e Marrocos”, acrescenta Ricardo Pereira.

A mostra de doçaria tradicional, com entrada livre e que terá lugar no pavilhão desportivo do GICA, irá funcionar só durante os dias de fim-de-semana (sexta-feira, sábado e domingo). Já a zona do parque de diversões e o recinto dos espectáculos, ao ar livre – e que inclui uma área de comida e bebida –, funcionará todos os dias. A programação artística é bastante ecléctica e inclui alguns dos nomes mais sonantes do panorama musical actual, como é o caso de Anselmo Ralph (dia 9), Fernando Daniel (dia 11), Bárbara Tinoco (dia 12), Bárbara Bandeira (dia 13), Calema (14), Ana Moura (15), Miguel Araújo, António Zambujo e Tatanka (dia 16), entre outros. O acesso aos concertos é feito através da aquisição de passes diários (a preços variáveis) ou de passes de dez dias, pelo preço de 40 euros.

A organização garante que o certame irá seguir todas as medidas de segurança definidas pela Direcção-Geral da Saúde (apresentação obrigatória de certificado de vacinação ou teste negativo à covid-19). A feira de doçaria irá estar aberta, à sexta-feira, das 14h às 24h; nos sábados e domingos, funciona das 10h às 24h. Os concertos têm início a partir das 20h.