Independentista Carles Puigdemont confirma que vai viajar para fora de Itália

O ex-presidente da Catalunha foi detido na quinta-feira, em Itália, na sequência de um mandado de captura europeu, mas foi libertado no dia seguinte, estando permitido a circular para fora de território italiano. Puigdemont afirmou que irá, na segunda-feira, a Bruxelas, mas que regressará a Itália a tempo de se apresentar em tribunal.

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O ex-presidente da Catalunha na conferência de imprensa deste sábado Reuters/YARA NARDI

O líder independentista catalão e eurodeputado Carles Puigdemont afirmou este sábado que irá, na segunda-feira, a Bruxelas, mas que regressará a Itália a tempo de se apresentar em tribunal.

O ex-presidente da Catalunha foi detido na quinta-feira, em Itália, na sequência de um mandado de captura europeu, mas foi libertado no dia seguinte, estando permitido a circular para fora de território italiano.

Este sábado, numa conferência de imprensa em Alguer, na Sardenha, Puigdemont afirmou que na segunda-feira irá participar numa reunião da comissão de comércio externo, da qual diz ser membro, e que continuará a viajar pela Europa. “A 4 de Outubro apresentar-me-ei no tribunal de Sassari (Sardenha). Estarei efectivamente presente, pois apresento-me sempre que sou convocado pelos tribunais”, afirmou o independentista.

O Supremo Tribunal espanhol, que emitiu um mandado de captura internacional, visou Puidgemont pelos crimes de rebelião e desvio de fundos e pelo papel na organização do referendo ilegal na Catalunha a 1 de Outubro de 2017.

Em fuga desde então, por causa do papel que teve na tentativa falhada de independência da região espanhola da Catalunha, Carles Puigdemont continua a ser procurado pelo sistema judicial espanhol, que o acusa de “sedição” e “apropriação indevida de fundos públicos”.

O líder independentista já tinha sido preso na Alemanha em Março de 2018, a pedido de Espanha, mas foi libertado alguns dias depois de os tribunais alemães terem retirado a acusação de “rebelião”.

Membro do Parlamento Europeu (PE) desde 2019, o activista pró-independência recebeu, durante algum tempo, imunidade parlamentar, mas o PE levantou-a a 9 de Março deste ano, por uma grande maioria, medida que foi confirmada a 30 de Julho pelo Tribunal da União Europeia.

Alguns observadores receiam que esta detenção de Carles Puigdemont aumente o risco de uma nova crise entre Madrid e o movimento independentista na região autónoma, numa altura de relativo desanuviamento entre as duas partes.