Sporting conquista a Supertaça de basquetebol

Em Sines, já com 500 pessoas a poderem torcer pelas equipas, a formação de Lisboa bateu a equipa de Albufeira numa reedição da final da Taça do ano passado, também conquistada pelos “leões”.

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Sporting e Imortal na final da Taça, em Abril LUSA/JOSE COELHO

Há quem defenda que a Supertaça é o corolário da temporada anterior e quem argumente que é o início da nova época. Seja em que cenário for, o Sporting entrou em 2021/22 como tinha acabado 2020/21: a vencer. O campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal arrebatou neste sábado a Supertaça de basquetebol, com um triunfo (74-64) frente ao Imortal. Foi o primeiro triunfo dos “leões” nesta competição.

Em Sines, já com 500 pessoas a poderem torcer pelas equipas, a formação de Lisboa bateu a equipa de Albufeira numa reedição da final da Taça do ano passado, também conquistada pelos “leões”.

Antes da partida, Luís Modesto, treinador da equipa do Algarve, tinha feito jus ao apelido, dizendo que queria “discutir o resultado, tendo em conta que do outro lado estão os campeões nacionais”.

Apesar de assumir o favoritismo do Sporting, falando apenas em “discutir o resultado”, o Imortal entrou com vontade de levar a Supertaça para Albufeira, sobretudo pela prevalência do ressalto ofensivo e do aproveitamento dos turnovers adversários – foram até vários pontos em contra-ataque.

Eficazes após os erros do Sporting, os algarvios abriram uma pequena vantagem, até pela boa percentagem de lançamentos longos. O Sporting fazia prevalecer o jogo interior, chamando muito Joshua Patton ao trabalho de poste, e o Imortal começou a fechar mais a defesa, abrindo mais espaço a lançamentos exteriores.

Aqui entrou ao serviço Travante Williams, que aproveitou a opção defensiva do Imortal para ajudar o Sporting a “encostar” no marcador, com três triplos seguidos. A partida foi para o intervalo com 36-37 a favor dos algarvios.

Após o descanso, o Sporting acabou o que tinha começado antes da paragem: caíram mais triplos, novamente das mãos de Travante, e o marcador não só foi revertido como o Sporting abriu uma vantagem de nove pontos.

O jogo continuou fértil em turnovers – nem sempre se jogou bom basquetebol em Sines – e, mais do que opções tácticas (e houve alguns momentos de aposta em defesa zonal, por exemplo), acabou por ser o acerto no lançamento longo a ditar a marcha do marcador.

O Sporting teve o cesto algarvio “fechado” durante alguns minutos, permitindo a Fábio Lima reaproximar o Imortal por essa via. A partida entrou nos últimos cinco minutos com as equipas separadas por sete pontos, com vantagem “leonina”.

Numa fase em que ou havia aproximação do Imortal ou o Sporting “mataria” o jogo, o jovem Mike Fofana, de 23 anos, apenas no segundo ano como profissional (contratado ao Esgueira), resolveu a partida na parte final.

Marcou cinco pontos para o Sporting já dentro dos últimos cinco minutos (acabou com 13 pontos em 13 minutos), fase em que a selecção de lançamentos estava claramente a ser mais forte por parte dos bases da equipa de Luís Magalhães. Na defesa, Travante Williams – ora com faltas bem gastas, ora com “abafos” – ajudou a manter o Imortal à distância.

No plano individual destaque para os desempenhos de Travante Williams (13 pontos, 4 assistências), Joshua Patton (17 pontos e 6 ressaltos) e Micah Downs (17 pontos e 5 assistências), no lado do Sporting. No Imortal o foco esteve em Anthony Smith (14 pontos e 5 ressaltos) e Emanuel Sá (18 pontos e 8 ressaltos).