Lando Norris conquista primeira pole da carreira na Rússia

George Russell (Williams) garante terceiro lugar, ao lado de Hamilton, traído por uma batida nas boxes. Max Verstappen penalizou e parte do último lugar da grelha, abrindo caminho à provável cedência da liderança do Mundial de pilotos para o inglês da Mercedes, que procura a 100.ª vitória.

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Hamilton e Bottas dominaram a qualificação até aos minutos finais onde Hamilton bateu à entrada das boxes
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Hamilton e Bottas dominaram a qualificação até aos minutos finais onde Hamilton bateu à entrada das boxes EPA/Yuri Kochetkov

Lando Norris (McLaren) conquistou este sábado a primeira pole position da carreira, partindo na frente para o Grande Prémio da Rússia, 15.ª prova do Mundial de Fórmula 1, depois de garantir a volta mais rápida (1m41,993s) ao circuito de Sochi na decisiva sessão de qualificação, à frente do Ferrari de Carlos Sainz (a 0,517s) e do inglês Geroge Russell (Williams), terceiro (a 0,990s) numa tarde marcada por condições climatéricas difíceis que levaram ao cancelamento da terceira sessão de treinos livres, bem como às provas de F2 (adiada) e F3, com desfecho imprevisível e penalizador para a Mercedes.

Quando tudo indicava que Lewis Hamilton garantiria “tranquilamente" a 102.ª pole position da carreira, o inglês sofreu um revés à entrada das boxes, não conseguindo evitar um toque no muro, o que obrigou à troca da asa dianteira, acrescentando drama aos instantes finais da qualificação, quando todos os pilotos “calçavam” pneus macios para melhorar os tempos. 

Valtteri Bottas (Mercedes), que venceu na Rússia em 2017 e em 2020, ​também saiu prejudicado desta situação, ficando retido nas boxes durante segundos preciosos para ir para pista e colocar temperatura nos pneus macios a tempo de garantir o tempo mais rápido. Os dois Mercedes acabaram “ultrapassados” pelos adversários, com o campeão mundial a conseguir o quarto melhor tempo, ao lado do compatriota da Williams e futuro colega de equipa, enquanto Bottas (que era segundo antes do incidente) caía para sétimo.

Com este golpe de teatro, a corrida ganha novos contornos, apesar de Hamilton ainda poder beneficiar de uma posição que em Sochi, circuito com a recta mais longa até à primeira curva, já permitiu a Bottas vencer duas vezes saindo do terceiro lugar, na segunda linha da grelha.

O líder do Mundial de pilotos, Max Verstappen (Red Bull), que partirá do último posto da grelha - ao lado do Williams de Nicholas Latifi - na sequência de penalização por troca da unidade motriz (o holandês tinha uma penalização prévia de três lugares, ditada pelo incidente com Hamilton no GP de Itália), deverá, em condições normais, ceder o primeiro lugar (preso por cinco pontos, precisamente os “ganhos” por Max no GP da Bélgica, cumprido atrás do safety car) ao heptacampeão do mundo, que persegue a 100.ª vitória da carreira. “Condenado” a gerir a corrida para minimizar os prejuizos, Verstappen poderá, contudo, ver Hamilton pressionado para superar Norris, Sainz e Russell no início da prova.

O piloto dos Países Baixos poupou, aliás, a unidade motriz, optando por não avançar para a segunda e terceira sessões de qualificação, permitindo que o canadiano da Williams ocupe o 19.º lugar. Também Charles Leclerc (Ferrari) sofreu penalização que o remete para o 18.º lugar da grelha de partida.