Sporting volta a ter um penálti salvador

“Leões” arrancam triunfo na compensação sobre o Marítimo, com uma grande penalidade convertida por Pedro Porro.

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Momento do Jogo entre o Sporting e o Marítimo EPA/MANUEL DE ALMEIDA

O Sporting dominou, atacou, rematou e acertou em todo o lado, menos na baliza do Marítimo. Foi assim durante 96 minutos, a bater contra uma parede que parecia indestrutível. Até que, aos 97’, Pedro Porro voltou a vestir a capa de herói, convertendo um penálti que salvou o campeão nacional de voltar a perder pontos no campeonato. Os “leões” de Lisboa derrotaram os “leões” da Madeira por 1-0 no jogo que abriu a sétima jornada da I Liga e deixaram agora a pressão do lado de quem vai à frente, o Benfica, que joga neste sábado em Guimarães, frente ao Vitória.

Foi sofrido, mas pleno de justiça. Tal como acontecera há uma semana na Amoreira, frente ao Estoril, os “leões” só lá chegaram com um penálti, mas tal é a consequência de uma equipa que nunca baixou os braços, mesmo numa altura em que a clarividência já se tinha transformado em desespero.

Na última fase do jogo, o Sporting praticamente não saiu da área de um Marítimo, que defendeu na perfeição até aos descontos, mas já nem tinha o seu guarda-redes para tentar deter o disparo certeiro de Porro a partir da marca dos 11 metros.

Comecemos pelo fim e pelo minuto que decidiu o jogo em Alvalade. No limite das forças física e anímica, o Sporting já era mais uma equipa de bola na área, do que bola no pé. E foi numa dessas bolas pelo ar que o jogo se decidiu. Jovane Cabral tentou acorrer a uma bola aérea, mas Paulo Victor, o experiente guarda-redes brasileiro, saiu sem nexo, falhou o contacto com o esférico e acertou com as mãos no avançado “leonino”. João Pinheiro assinalou penálti e mostrou o segundo amarelo e consequente vermelho ao antigo guardião do Flamengo.

Já sem poder fazer substituições, o Marítimo mandou o seu veterano avançado Edgar Costa para a baliza. Seria ele o maior dos heróis da resistência insular se conseguisse deter o penálti. Alvalade susteve a respiração quando Pedro Porro avançou para a bola. E explodiu quando ela entrou. Mas também respirou fundo depois de mais uma vitória no limite, a desesperar com a tremenda falta de pontaria dos seus jogadores.

Um dado curioso que demonstra bem o que foi o Sporting-Marítimo desta sexta-feira é este: os jogadores “leoninos” nunca estiveram em fora-de-jogo. Mas isto é mais um indicador da estratégia ultra-defensiva dos insulares, a assumirem em campo o objectivo do seu treinador Julio Velazquez, o empate. Muita gente atrás da linha da bola, a fechar a profundidade ao adversário, todos solidários com o momento defensivo. O ataque ficaria para momentos de inspiração individual, como aconteceu aos 20’, num remate de longa distância de Xadas, que passou bem perto da baliza de Adán.

Depois disto, praticamente só deu Sporting. Talvez com Pedro Gonçalves (que não irá voltar tão cedo) a história fosse diferente, mas o melhor marcador da época passada não estava lá.

Nuno Santos foi o primeiro protagonista do desperdício “leonino”, com um remate aos 22’ que Paulo Victor defendeu e outro aos 25’ que bateu na trave. Aos 41’, foi Pablo Sarabia com um belo remate de primeira de fora da área que não passou de longe da baliza.

O jogo não mudou na segunda parte. O Sporting teve duas bolas de golo nos primeiros dois minutos, em mais um remate de Nuno Santos e outro de Coates. Palhinha, com uma recuperação de bola já dentro da área, quase marcou, e aos 74’, foi Porro a acertar no poste.

Esta era uma altura em que Rúben Amorim já tinha mudado quase metade da equipa, com mais gente para atacar, mas com menos clarividência.

Depois dos 90 minutos, ainda vieram mais oito para compensar o tempo perdido e, tal como aconteceu muitas vezes na época passada, o Sporting foi feliz.