Soltem os prisioneiros, perdão, os mais novos

As necessidades de crianças e jovens têm sido atropeladas sucessivamente na resposta à covid.

Sendo a pandemia uma crise de saúde pública, é normal e desejável que os contributos dos médicos e especialistas em saúde pública sejam determinantes para afinar as políticas e a resposta à covid. Porém desde cedo a DGS adotou aquela postura infelizmente ainda comum em tantos médicos de assumir que somos robots obedientes e objetos em que somente contava tentar evitar contagiarmo-nos com o malfadado coronavírus. Esqueceram-se na DGS que somos pessoas inteiras, seres sociais que precisam de contacto e relações humanas (e não somente por questões etéreas de felicidade, o que já seria muito importante, mas até pelos benefícios que tal traz à saúde), e que a nossa saúde também engloba a saúde mental e não somente o olfato e outros os órgãos afetados pela covid.