Israel captura os dois últimos presos que tinham fugido de prisão de alta segurança

Há duas semanas, seis palestinianos condenados por terrorismo tinham conseguido fugir da prisão de Gilboa, embaraçando as autoridades israelitas.

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Manifestação de apoio aos palestinianos que fugiram da prisão de Gilboa AMMAR AWAD / Reuters

Os dois últimos presos palestinianos que haviam fugido há duas semanas de uma prisão de alta segurança em Israel foram apanhados no sábado à noite pelas forças israelitas.

As detenções ocorreram na cidade de Jenin, na Cisjordânia, e foram feitas depois de uma intensa caça ao homem numa operação conjunta entre as Forças de Defesa Israelitas (IDF), o Shin Bet (serviços de informação internos) e forças especiais da polícia, de acordo com a imprensa israelita. Para evitar possíveis confrontos com a população local, as forças de segurança entraram na cidade por vários sítios como forma de distracção, explica o Jerusalem Post.

O edifício onde os dois homens foram localizados foi cercado por um contingente de forças de segurança e os foragidos acabaram por se entregar “desarmados e sem oferecer resistência”, disseram as IDF em comunicado. Os dois presos foram identificados pela polícia como Ayham Nayef Kamamji, de 35 anos, a cumprir uma pena de prisão perpétua desde 2006, e Munadel Yacoub Infeiat, de 26, detido desde 2019.

Ambos faziam parte de um grupo de seis presos que, há duas semanas, protagonizaram uma fuga da prisão de alta segurança de Gilboa – os outros presos que fugiram já tinham sido capturados.

Os presos passaram meses a escavar um túnel através do chão da cela onde estavam, com recurso a colheres, pratos e outros utensílios, segundo o advogado de um deles.

A fuga de seis presos condenados pelo envolvimento em ataques terroristas em Israel foi vista como um embaraço nacional e foi celebrada pela comunidade palestiniana – em várias manifestações nos últimos dias de apoio aos presos viam-se colheres, diz a BBC.

A recaptura dos seis homens foi recebida com agrado pelo Governo israelita que esteve debaixo de fogo por causa das falhas de segurança graves que o episódio expôs. O primeiro-ministro, Naftali Bennett, disse que a operação de captura foi “impressionante, sofisticada e rápida”, e prometeu que “aquilo que correu mal poderá ser resolvido”.