Succession e a família Roy regressam a Portugal a 18 de Outubro

HBO Portugal estreia os nove episódios semanalmente, às segundas-feiras. Série esteve interrompida pela pandemia, o que afecta a temporada de prémios e os Emmys.

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Brian Cox e Jeremy Strong em "Succession" HBO

Cerca de dois anos depois de Kendall e Logan Roy terem lançado mais uma acha para a fogueira das vaidades, no derradeiro episódio da segunda temporada da premiada e aguardada série Succession, ela regressará à HBO Portugal para a terceira época. O dia será 18 de Outubro, um dia após a estreia na HBO nos EUA. A pandemia teve um grande impacto na produção desta série e o hiato a que foi forçada teve também um efeito nas temporadas de prémios da TV americana, com a sua ausência a abrir novas possibilidades de premiados nos Emmys do próximo domingo.

A HBO anunciou segunda-feira ao final do dia a data de estreia dos novos episódios de Succession, que darão a conhecer o impacto das decisões do filho pródigo, Kendall (Jeremy Strong), na luta pelo poder e sucessão da família liderada por Logan Roy (Brian Cox). Cox e Strong receberam, respectivamente, os Emmys de Melhor Actor e Melhor Actor Secundário em Série Dramática em 2020. A produção esteve suspensa mais de um ano e quando foi retomada passou por Nova Iorque, o centro nevrálgico da intriga empresarial da história, mas também pelos habituais cenários idílicos internacionais - desta vez, na região da Toscana, em Itália, com paragens nas regiões de Florença, Siena ou do Val d’Orcia.

O elenco, e a família central e alargada, é ainda composto por Sarah Snook, Kieran Culkin, Alan Ruck, Nicholas Braun, Matthew Macfadyen, J. Smith Cameron ou Hiam Abbass, sendo que este ano entram em cena convidados como Alexander Skarsgård como um empresário do sector da tecnologia, Adrien Brody no papel de um investidor activista ou Hope Davis. Serão nove episódios, com estreia semanal às segundas-feiras (em Portugal).

Esta comédia dramática que também é um drama satírico sobre uma família rica e poderosa e seu império nos media norte-americanos estreou-se em 2018, num Verão televisivo normal e como mais uma produção de prestígio - mas ainda assim de Verão, o que nos códigos da televisão convencional ainda é diferente de uma programação de Outono ou Inverno. Uma espécie de crónica (embora de forma parcialmente involuntária) dos dias finais da presidência Trump, evoca poderosas famílias anglo-saxónicas dos media mundiais reais como os Murdoch da conservadora Fox.

Criada e realizada por Jesse Armstrong e com a mão de produção de Adam McKay (A Queda de Wall Street), ganhou seguidores de forma discreta e o passa-palavra foi aumentando as suas fileiras de espectadores até que em 2019 era já uma das séries de maior reconhecimento crítico do mercado. Fast-forward para Setembro de 2020, ano da pandemia, e arrebatava o Emmy de Melhor Série Dramática afirmando-se como a nova candidata a formar uma dinastia nos prémios mais mediático da televisão mundial.

Agora, e nos Emmys relativos às produções estreadas entre 2020 e a primeira metade de 2021, é uma das grandes ausentes que permitirá a outros dramas de luxo poder brilhar na madrugada de dia 20 de Setembro.

No Verão, uma das produtoras executivas da série, Georgia Pritchett, disse ao diário britânico The Times que Jesse Armstrong tem já o fim da série pensado e que estima que ela não vá além das quatro ou cinco temporadas. “Penso que o máximo serão cinco temporadas, mas possivelmente até mais [só] quatro. Estamos no fim da rodagem da temporada três e nesta altura Jesse diz que só [fará] mais uma. Mas isso acontece todas as vezes [no final de cada rodagem]. Temos um final bom em vista.”