Anabela alia a música às histórias em O Meu Mundo Bom

Com 12 canções e várias histórias para contar, a cantora e actriz estreia-se no campo musical infantil com uma “declaração de amor” ao filho.

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A cantora e o filho, Vicente, de 4 anos DR

Foi em 2018, ano em que Vicente nasceu, que a actriz e cantora Anabela sentiu uma “vontade enorme” de dedicar um álbum ao filho. Mas a ambição era maior: somar-lhe um livro. O projecto vê a luz do dia este sábado, na Feira do Livro de Lisboa. Chama-se O Meu Mundo Bom e é inspirado em Vicente, que tem agora 4 anos, e que é “um menino cheio de sonhos que quer conhecer todos os cantos do universo”. 

“O meu filho tinha poucos meses de vida e eu senti uma vontade enorme de lhe dedicar um álbum, mas quando já tinha as canções escolhidas percebi que faltava contar uma história, recorda a cantora ao PÚBLICO, Foi então que Anabela pediu ajuda a João Frizza — “Sim, porque eu não me atrevia a escrever”, admite, rindo. Além do texto de João Frizza, as ilustrações são de Patrícia Furtado e as 12 canções originais são de artistas como Fernando Tordo, Luísa Sobral, Rita Red Shoes, Luiz Caracol, Catarina Furtado, Bárbara Tinoco, entre outros. Juntando a música à escrita, o projecto era uma resolução já há muito para concretizar, reforça a cantora.

E, assim, de um álbum nasceu O Meu Mundo Bom, um livro lúdico e divertido para toda a família que quer mostrar o quão importante é sonhar, mesmo quando adormecer os miúdos pode ser um tormento, como acontece com o Vicente, confessa a mãe. “É um problema muito comum com as crianças e ele sempre foi assim, não gosta muito de ir dormir, quer brincar e é aqui que as histórias, as canções podem ajudar para os pôr a adormecer, acalmar e proporcionar momentos em família”, aspira Anabela. “A música é uma forma fantástica de transmitir valores importantes aos nossos filhos, como o amor e a generosidade, e ajudá-los a desenvolver a sua personalidade.” 

Esta é a primeira vez que Anabela se dirige a um público mais jovem, por isso, não hesita em classificar esta experiência como desafiante — “é muito mais fácil pegar num tema e construir canções, do que das canções fazer uma história”. A pandemia veio complicar e atrasar este processo. “Foi um trabalho muito moroso, numa altura difícil para todos nós, mas também foi neste período pandémico que aconteceu o maior avanço e em que o projecto mais amadureceu”, admite Anabela que agora se sente muito feliz com o resultado final. 

A artista não quer ficar por aqui e tem já planeado levar O Meu Mundo Bom, em formato de espectáculo, a percorrer o país, com vários músicos. O primeiro concerto já tem data marcada para 24 de Outubro, no Cine Teatro Capitólio, em Lisboa, e destina-se a todas as famílias com crianças a partir dos 3 anos. 


Texto editado por Bárbara Wong