Além do Ramal da Alfândega, movimento GARRA avança com propostas com impacto em todo o Porto

Movimento cívico GARRA alarga a área da sua intervenção e propõe quatro propostas para melhorar o Porto. Mobilidade, património, sem-abrigos e espaço público são as linhas mestres sugeridas pelo Grupo de Acção.

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Futuro do Porto Nelson Garrido

Após ter sido uma das vozes mais activas na discussão do futuro do Ramal da Alfândega, no Porto, o Grupo de Acção para a Reabilitação do Ramal da Alfândega (GARRA), decidiu alargar o seu âmbito de acção. Durante a campanha para as eleições autárquicas, o GARRA tem vindo a apresentar, a todos os partidos e movimentos com representação na Assembleia Municipal do Porto, quatro propostas para, segundo o comunicado do grupo, fazer um “Porto melhor” no espaço de quatro anos.

As quatro propostas apresentadas pelo GARRA incidem sobre a mobilidade, o património, as pessoas sem-abrigo e o espaço público e têm em comum o facto de “implicarem investimentos reduzidos para um impacto distribuído por toda a cidade, em especial nas zonas e junto das populações mais desfavorecidas”, defende o grupo.

Como não podia deixar de ser, a primeira proposta do GARRA consiste em colocar transporte público no Ramal da Alfândega - causa do aparecimento do grupo de acção. Segundo o movimento cívico, o Ramal “é uma oportunidade única para melhorar a mobilidade entre o centro histórico do Porto e o grande pólo intermodal da região Norte. “

A segunda proposta é “reabrir a Ponte D. Maria ao público, seja para uso 100% pedonal, pedonal e ciclável, ou até para um veículo vai -vem”, defende o GARRA. O grupo considera que o monumento, devidamente adaptado, poderá “valorizar a parte oriental da cidade, e criar um novo local a não perder no Porto, para portuenses e turistas.”

O alargamento da rede de restaurantes solidários para assegurar novas soluções de alojamento de longa duração para sem-abrigo integra as propostas do GARRA. A ideia é “servir com mais humanismo, qualidade técnica e potenciar a inserção da população sem-abrigo e daqueles que recorrem às ruas para encontrar alimentos”, diz o movimento.

Por último, o grupo aconselha a criação de “um espaço verde de proximidade, com parque infantil e instalações desportivas, a 10 minutos a pé de todos os portuenses”. Para esse efeito sugere a abertura das escolas à comunidade durante os fins-de-semana e férias. O GARRA defende a utilização das infra-estruturas já existentes, “colocando-as ao serviço de todos”.

Texto editado por Ana Fernandes