O amor incondicional ou ser queer no Báltico

Uma vibrante Trienal do Báltico, em Vílnius, com curadoria do português João Laia e do lituano Valentinas Klimašauskas, propõe a região como um laboratório capaz de antecipar o futuro, das tensões geopolíticas emergentes às novas guerras da identidade de género. Uma visão queer para um espaço que também é visto como fluido porque em constante transformação mal compreendido pela Europa Ocidental. Uma provocação num pequeno país que ganhou recentemente um dos prémios máximos na Bienal de Arte de Veneza, destapando uma cena artística pujante.

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Lou Mouw

A artista lituana Agnė Jokšė sabe contar histórias. Corpo miudinho, 28 anos, está escondida atrás da mesa que junta os conferencistas de uma conversa sobre a cena LGBTQ e a arte na Europa de Leste, um dos acontecimentos da festa de encerramento da BT14, a décima-quarta edição da Trienal do Báltico que fecha as portas este domingo em Vílnius, na Lituânia. Pede autorização para se chegar à frente, para ficar mais próxima do público, e escolhe uma cadeira isolada para contar o momento em que se assumiu como lésbica, algo que não tem feito questão de partilhar com o mundo. 

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