Deixem a sesta em paz!

Era sinónimo de preguiça, agora é de bem-estar, de eficiência e produtividade. Já não se pode dormir uma sesta tranquilamente.

Foi uma prática das férias. Dormir a sesta. Mas sempre que o enunciei a alguém levei de imediato com uma homilia sobre as suas propriedades benignas. Passámos do tempo em que enunciar a sesta era sintoma de preguiça, gerando sentimentos de culpa, para uma época em que é encarada como saudável, regeneradora ou factor de aumento de produtividade. Por paradoxal que possa parecer, tornou-se uma enorme trabalheira, tendo de corresponder a uma série de expectativas e desígnios por atingir. Quem é que consegue pregar olho desta forma?