Dos bordados à cerâmica, Viseu mostra-se através do seu património cultural

Há mais um bom pretexto para regressar a terras de Viriato e à região que a envolve. Um roteiro, com várias possibilidades de percursos, dedicado aos recursos patrimoniais da região. A Fugas centrou atenções nas artes e ofícios mais ancestrais e voltou carregada de estórias.

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Nelson Garrido
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Cidália Rodrigues fez-se gente a bordar. Começou aos seis anos, sob a orientação das mulheres da família e, aos 11, viria a fazer da arte profissão. “Qualquer menina da aldeia tinha que aprender a bordar”, assegura a artesã, embaixadora do Bordado de Tibaldinho. Será um dos mais antigos do país, segundo garante, e também um dos mais singulares. “Temos que fazer os buraquinhos [ilhós] no pano e só depois é que bordamos”, exemplifica, com um naperão na mão. “Neste pequeno pano, por exemplo, tive que fazer 820 buracos”, acrescenta a também formadora deste bordado, já devidamente certificado. Aos 66 anos, não lhe falta vontade de ensinar. “Quero deixar cá tudo que sei, para que a tradição não se perca”, conta, orgulhosa de ver que há cada vez mais pessoas interessadas em comprar Bordado de Tibaldinho. Já as novas bordadeiras é que vão escasseando. “São precisos vários anos para começar a ganhar dinheiro com os bordados e os casais jovens têm encargos”, explica.