Sporting repete arranque triunfante da época passada

Gonçalo Inácio e João Palhinha apontaram os dois golos dos “leões” sobre a B-SAD. Campeão continua 100% vitorioso.

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LUSA/ANTONIO COTRIM

A julgar pelos primeiros três jogos do Sporting no campeonato, não houve grandes alterações na dinâmica da equipa que conquistou o título na época passada. Nem ao nível estatístico. Com o incontestável triunfo deste sábado, frente à B-SAD, por 2-0, os “leões” mantiveram o registo totalmente vitorioso, somando os mesmos sete golos marcados e um sofrido que apresentavam ao final das três jornadas de 2020-21.

Uma entrada personalizada dos campeões nacionais, perante mais de 13 mil adeptos nas bancadas do Estádio José de Alvalade, em Lisboa, não encontrou grandes argumentos da B-SAD e o golo, logo aos 7’, surgiu com naturalidade. Na sequência de um canto na direita, a bola sobrou para Ruben Vinagre na esquerda, que assistiu Gonçalo Inácio para o golo, sem que o defesa central tivesse de saltar muito, entre os adversários, para o cabeceamento certeiro.

A vantagem madrugadora empolgou mais a equipa da casa, mas faltou objectividade para resolver o encontro logo na primeira metade. A pontaria de Inácio não foi replicada pelos seus companheiros no ataque, em particular Paulinho e Pedro Gonçalves, que falharam oportunidades claras, as mais escandalosas quase em simultâneo, aos 13’.

Dominante durante toda a primeira metade, o Sporting expôs muitas das vulnerabilidades do adversário, nomeadamente ao nível da dinâmica ofensiva e na solidez defensiva. O que explica muito das três derrotas consecutivas na prova.

Se os “leões” entraram de rompante no primeiro tempo, repetiram o vendaval no início da segunda metade e até voltariam a marcar ainda mais cedo - e outra vez na sequência de uma bola parada. Pedro Gonçalves apontou um livre que João Palhinha, solto no segundo poste, emendou para golo (48’), à segunda oportunidade, depois de Luiz Felipe ter defendido um primeiro remate do médio.

Tudo com Fernando Santos a assistir nas bancadas, em vésperas da convocatória da selecção nacional, na próxima quinta-feira, na qual Palhinha promete ter um lugar assegurado.

O triunfo parecia decidido, até pela falta de reacção do oponente, e o Sporting voltou a dar-se ao luxo do desperdício. Paulinho voltou a ser perdulário aos 50’, quando foi isolado por Matheus Nunes e, perante o guarda-redes da B-SAD, permitiu a defesa.

Com Nuno Santos e Neto como novidades na equipa titular, em relação às duas primeiras jornadas, Rúben Amorim mexeu na equipa logo aos 66’. Entraram os laterais Nuno Mendes (para o lugar de Rúben Vinagre) e Pedro Porro (Esgaio), recuperados de lesões, e ainda Jovane Cabral (Nuno Santos) para refrescar o ataque.

A corrente do jogo não se alterou, mantendo os “leões” a solidez defensiva que não deixava grandes ilusões à B-SAD. O ataque é que continuava sem grande discernimento. As dez substituições, entre os 62’ e os 84’, também ajudaram a que o jogo perdesse algum ritmo. A encerrar o pano, Pedro Gonçalves ainda permitiu a defesa da noite a Luiz Felipe, mas o marcador não voltaria a sofrer alterações.

A manutenção da estrutura da equipa da temporada passada é uma das grandes mais-valias das dinâmicas deste Sporting. Mas, a poucos dias do encerramento do mercado de transferências, a 31 de Agosto, ainda há muita indefinição no plantel dos lisboetas. Como admitia Rúben Amorim, na véspera da partida, “há rumores do Jovane, do João Palhinha, do Matheus Nunes, do Nuno Mendes…”

Para já, e pelo que se viu neste arranque de temporada 100% vitorioso e que já rendeu uma Supertaça, é difícil imaginar o campeão nacional sem estes talentos.