Negacionismo, um produto tóxico

Os que acreditam viver numa democracia fundada na lei e na razão, numa sociedade aberta que recusa a superstição, não podem tolerar sem crítica a apologia das trevas, a desinformação ou a raiva oratória dos negacionistas.

Os insultos ao vice-almirante Gouveia e Melo na sua visita a um centro de vacinação em Odivelas, o tom do discurso contra as vacinas cada vez mais destemperado nas redes sociais ou o crescente protesto dos que duvidam ou negam as vantagens da vacinação são sinais preocupantes que merecem atenção. O mais grave não é o engrossar dos grupos militantes que recorrem ao obscurantismo para recusar a vacina em nome da liberdade ou do receio de estarem a ser cobaias de uma tenebrosa campanha de manipulação. Teorias da conspiração e medo de fantasmas sempre houve e haverá.

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